Todo mundo passa por aquela fase - bastante comum durante a adolescência - em que tudo dá errado. Relacionamentos amorosos que não vingam, as notas baixas na escola e eventuais desentendimentos com os amigos são apenas alguns dos problemas mais corriqueiros durante essa época. E, pra piorar ainda mais a situação, é compreensível e até comum que quando isso acontece, a famosa fossa dê as caras. O tempo de duração da fossa é muito relativo, afinal, depende única e exclusivamente de cada pessoa e situação. No entanto, chega um momento em que, quem está sofrendo precisa reagir, senão, o que era uma tristeza passageira pode se transformar em um caso sério de depressão. Respeitar a si próprio é importante. Se precisar chorar a perda, chore. Se precisar de algum tempo pra ficar sozinho, fique. Mas lembre-se, é uma fase que vai passar , diz a psicóloga Viviane Scarpelo. Uma das dicas da psicóloga para superar a fossa é não abrir mão daquilo que gostamos. Encontre coisas que te deixem bem, que te façam feliz e que ajudem a equilibrar suas emoções. Faça uma lista com as coisas que gosta de fazer e pratique , aconselha. Dar risada de episódios difíceis da nossa vida não é fácil, mas também pode ser uma forma terapêutica de lidar com os problemas. Sorrir na hora da dificuldade é uma maneira de estar cuidando de si próprio , explica Viviane. No entanto, se esses métodos não fizerem efeito e o sentimento de tristeza e angústia não passar, é importante procurar um profissional especializado. Sofrimento é continuar sentindo a dor. Nesse caso, o ideal é encontrar um psicólogo que te ajude a entender melhor suas emoções e a superar o problema , diz Viviane. Saia da fossa!Deixar a fossa de lado está longe de ser uma tarefa fácil e isso todo mundo sabe. Mas, como já foi dito antes, é fundamental que quem está passando por esse momento de crise saiba lidar com as emoções e não se deixe levar pelo sentimento intenso de tristeza. Muitas vezes, o primeiro passo para superar a fossa é curti-la um pouco. Mas, preste atenção: só um pouco. Hanna Coelho, 15, é a favor desse método , por isso, toda vez que acaba caindo na fossa, a estudante se dá o direito de curtir a tristeza por um tempo. Fossa é bom de curtir escutando música, comendo e vendo TV. Mas não pode deixar que ela vire um jeito de viver , diz.Para Hanna, fazer coisas divertidas é o segundo passo para sair da fossa. Tento fazer coisas que me dão prazer, como dançar, ler um bom livro ou mesmo tirar um tempo para elevar minha auto-estima , conta a estudante. A jovem também tem a lista do que não fazer quando está de baixo-astral: ela não costuma sair para festas e baladas. Assim eu evito de fazer com que as pessoas que estão ao meu redor fiquem mal por eu não estar feliz ou animada como elas , explica.
Foto: Arquivo Pessoal
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Hanna gosta de curtir a fossa por um tempoMilena Romão, 21, é dona da comunidade Dia Fossa! Todo mundo tem o seu! no Orkut e também tem seus métodos para deixá-la de lado. A estudante diz que quando fica triste, gosta de curtir um pouco o momento em casa, tranqüila. Mas logo depois, já começa a pensar em formas de sair dessa situação. Gosto de sair pra qualquer lugar com os amigos. Acho que todo mundo deveria tentar isso, é a melhor coisa , aconselha. E, ao contrário de Hanna, Milena não gosta muito de escutar músicas que podem acabar piorando o momento crítico. Pensar demais no que aconteceu e ficar sozinha por muito tempo também não são idéias muito boas na opinião da estudante. Meu amigo está na fossa. E agora?Estar na fossa é já é uma situação complicada, mas quando quem está em crise é algum amigo, as coisas tendem a ficar ainda mais difíceis. Afinal, a pessoa que está passando por esse momento fica mais carente e, ao mesmo tempo, menos paciente. Por isso, adivinhar a forma como ela prefere ser tratada é praticamente impossível. Alguns preferem que aqueles que estão sempre por perto apenas ignorem esse momento crítico, enquanto outros querem ser tratados com mais atenção e carinho. Por via das dúvidas, Milena prefere não alimentar esse sentimento de tristeza. Tento tratar normal, escuto o que aconteceu, mas logo tento sair do assunto para a pessoa não ficar lembrando e remoendo porque isso só faz piorar , diz a estudante.
Foto: Getty Images
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Para Milena, liberar o lado palhaço para distrair a pessoa e fazê-la esquecer as coisas tristes, nem que seja por alguns instantes, é uma boa saída. Já Hanna acredita que, para ajudar quem está na fossa, nada melhor do que ouvir o que a pessoa tem a dizer. A fossa costuma ser algo muito difícil de compreender quando não se está nessa situação. Quando algum amigo fica assim, eu tento apenas fazer com que ele desabafe, que é o que quem está na fossa quer, na maioria das vezes , diz. A melhor maneira de ajudar alguém a sair da fossa será sempre um mistério. É fundamental que, se tiver um amigo passando por essa situação, você tente ajudá-lo da forma que for melhor pra ele. Se ele não estiver a fim de falar sobre o assunto, deixe pra lá e procure coisas divertidas para vocês fazerem. Mas, se ele achar que desabafar, chorar e espernear vai ajudá-lo, escute-o com muita paciência.
10 dicas para sair da fossa1- Curtir a fossa não é tão prejudicial e, muitas vezes, pode ser o primeiro passo para a cura . No entanto, esse período de curtição não pode durar muito.2- Respeitar os próprios sentimentos também é uma boa maneira de entender o que aconteceu e sair dessa situação.3- Fazer coisas que te agradam nesse momento é fundamental. 4- Pode parecer piada, mas dar risada dos próprios problemas é uma terapia.5- Para alguns, escutar música ajuda na hora de superar a fossa. Já outros preferem passar longe dessa opção. 6- Ler bons livros também pode e deve fazer parte do tratamento contra a fossa. 7- Assim como escutar música, sair para a balada é uma alternativa que muitos não gostam. Mas também é uma boa opção para se distrair.8- Sair com os amigos é um dos métodos mais populares e eficazes.9- Desabafar e falar do assunto até não agüentar mais é uma verdadeira terapia de choque, mas que pode funcionar.10- Mas, se nada disso funcionar, é importante que você procure um especialista no assunto. A essa altura, sua fossa já pode ter virado algo mais sério. E nesses casos, só um profissional vai poder te ajudar.
domingo, 24 de agosto de 2008
Fossa? Eu?Quando algo dá errado, é comum entrar em crise. O importante é reagir e superar esse momento crítico
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Ócio: o prazer de não fazer nada Por María Jesús Ribas
Não fazer nada, "faz muito" em matéria de saúde física, mental e emocional, e além de singela e prazerosa, certa dose de inatividade pode acabar sendo terapêutica. Para alguns psicólogos o ócio é uma das necessidades básicas do ser humano, da mesma forma que beber, comer, ter relações sexuais, evitar o perigo ou se autoafirmar.
Alguns especialistas afirmam que o tempo livre é um marco para se abandonar ao puro lazer. Assinalam que o fato de "não fazer nada" é um exercício de criatividade, porque consiste em fazer o que dá vontade em uma pessoa, ao contrário do que é imposto ou proposto por outros.
Curiosamente, é muito difícil permanecer inativo, pelo menos para os seres humanos, já que eles têm certa impossibilidade fisiológica de não fazer nem pensar nada. Seu cérebro está sempre ativo, inclusive quando em máximo repouso, e sempre se está fazendo ou pensando algo, embora não esteja trabalhando ou ocupando o tempo "produtivamente".
Cada pessoa pode dedicar o ato de "não fazer nada" ao que preferir, desde ver televisão, ler um livro ou escutar música, até arrumar o quarto, dar um passeio, ir ao cinema, ou ir à barbearia: a questão é relaxar, fazer o que estiver fazendo da maneira mais tranqüila possível.
Segundo especialistas, quando o cérebro registra que haverá um tempo livre e relaxante, se produz uma sensação de prazer e tranqüilidade prévios, como se já se vivesse nessa situação, e a mente e o corpo descansam por antecipado. O sociólogo e escritor italiano Domenico de Mais fala ainda de um tipo de tempo livre que ele chama de "ócio criativo", onde trabalho e lazer se misturariam para criar um ambiente de bem-estar, onde trabalho, jogo e aprendizado andariam lado a lado.
O lazer mais terapêuticoPara que a inatividade seja saudável, é preciso entendê-la como um momento que está sendo investido na própria saúde mental, em si mesmo, ao invés de se sentir culpado por perder tempo. Além disso, é preciso procurar aprender a ficar "a sós consigo mesmo" e concentrar-se nas próprias sensações.
Se você conseguir não fazer nada durante pelo menos 30 minutos ao dia, não só começará a se sentir melhor, mais descansado e menos estressado, mas receberá uma série de benefícios, por quê?
- Você se tornará mais criativo. Em estado de relaxamento, a mente está livre e menos pressionada para descobrir novas opções e ter melhores idéias, que quando está em uma atividade permanente e acelerada.
- Você se relacionará melhor com os demais. Freqüentemente, por estarmos imersos em nossos problemas, as outras pessoas nos passam despercebidas, inclusive os de nossos entes queridos. Ao libertar-nos da pressão, nos contactamos com aquilo que deixamos de lado.
- Você terá mais energia. Após desfrutar de um descanso reconfortante, seu próprio organismo "lhe pedirá" mais atividade, que poderá ser enfrentada com mais vigor.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
Relações daninhas e os seres tóxicos! Por María Jesús Ribas
Há pessoas em nosso entorno familiar, laboral ou social, cujos comentários e atitudes nos complicam a existência. Gente perigosa para nossa saúde mental, emocional e física, das quais convém manter distância, ou pelo menos limites definidos, se não temos mais remédio que conviver ou nos encontrar com essas pessoas tóxicas.
Quem quer que nos aflija com sua atitude, que não nos deixa crescer, não se mostra contente com nosso sucesso e que põe barreiras a nossos esforços para sermos mais felizes, pode ser considerado uma pessoa tóxica para nossa vida, embora para qualquer outro indivíduo seja inofensiva.
Para a psicóloga americana Lillian Glass, a raiz de toda toxicidade nas relações humanas são o ciúme. Por que algumas pessoas próximas, queridas ou amigas, nos ferem, se enfadam, tentam vencer-nos, buscam nos desagradar ou tentam prejudicar-nos com frases sarcásticas ou respostas que desanimam ou ao alegrar-se falsamente de nossa felicidade ou êxito?.
Por que nos fazem críticas destrutivas?, "Devido aos ciúmes e sua concomitante inveja", comenta Glass, para quem o descontentamento e os sentimentos de insuficiência provocam a ânsia de posse, de êxito e do amor de outras pessoas, assim como o desejo de tê-las para si mesmo, exclusivamente.
Caldo de cultivo: o ciúme
A frustração de outras pessoas que nos vêem como vencedores e consideram a si mesmas perdedoras, os impulsiona a machucar-nos mental e verbalmente, e às vezes inclusive mediante a violência física. Também os levam a envolver-nos em jogos maliciosos, palavras cruéis e comportamentos sujos.
O ciúme ou a falta de amor próprio são a razão de muitos comportamentos negativos em relação a nós, mas também a causa encoberta de condutas similares de nós para com os demais.
Para reconhecer as condutas tóxicas é preciso olhar para si mesmo ou fazer com que a outra pessoa o faça. Quem é crítico em relação a outro indivíduo deve examinar suas razões; uma pessoa honesta normalmente encontrará algum motivo para sentir ciúmes: por exemplo, possuir algo que o outro deseja ou lhe falta, ou o sentimento que a outra pessoa tem mais ou lhe seria melhor.
A doutora Lillian Glass, que faz uns anos publicou um livro sobre as relações tóxicas que rapidamente virou sucesso de vendas, evidenciando a magnitude deste tipo de comportamentos, sugere empregar de certas técnicas para que os ataques emocionais de pessoas tóxicas não repercutam sobre nossa saúde física e mental.
Para o especialista, isto é uma questão de sobrevivência, porque boa parte do bem-estar e sucesso em nossa vida dependem de nossa força psicológica e emocional.
Às vezes, para resistir à toxicidade alheia ou tentar que não nos afete, se recorre ao consumo de drogas, tranqüilizantes ou alimentação compulsiva. Mas isso só é uma forma de autodestruição inconsciente, que só ocasiona que essa situação negativa se aprofunde quando passaram os efeitos aparentemente prazerosos desses métodos para fugir da realidade.
Também não é preciso responder com a violência física, já que as agressões aos indivíduos tóxicos só conseguem convertê-los em vítimas, enquanto que de fato são os verdadeiros agressores, o que realimenta seu papel negativo em nossa existência: é como tentar apagar um incêndio jogando mais combustível.
A ameaça em casaQuando as pessoas tóxicas fazem parte da própria família, podem constituir um verdadeiro problema psicológico, devido à continuidade da convivência e do vínculo. Se estão no trabalho, podem colocar em risco nossa continuidade laboral, pois os contínuos conflitos influenciam em nosso rendimento.
Sejam nossos pais, filhos ou cônjuges, nossos chefes ou colegas de trabalho, às pessoas tóxicas é preciso aprender a tratá-las, para que não transtornem nosso equilíbrio vital.
Segundo a pesquisadora Lillian Glass, a fórmula magistral para desintoxicar nossas relações consiste em comunicar-se para enfrentar o que nos incomoda do outro e dizê-lo às claras.
Se você tem um chefe, amigo ou familiar que o faz sentir inferior. Se sua mãe, pai ou ambos o ralharam ao longo de toda a vida. Se está em contato com um médico, professor ou cliente que o insulta ou simplesmente o deixa doente. Se mantém algumas destas ou outras relações tóxicas, precisa sobreviver a elas.
Para conseguir uma convivência tranqüila e feliz, o especialista sugere aplicar uma série de antídotos contra a negatividade.
Uma solução consiste em manter o senso de humor. Relaxar as tensões e divertir-se com isso permite responder ao sujeito tóxico e conseguir o benefício do riso. Primeiro é preciso relaxar, respirando lentamente uns segundos e exalando enquanto se lembram as palavras e ações tóxicas, como para expulsá-las do corpo junto com o ar. Depois é preciso dizer algo divertido, que ponha em evidência o agressor verbal. Isto serve para expulsar a tensão acumulada.
Também é importante deixar de pensar todo o tempo no problema, o que só contribui para amplificá-lo, já que a mente é como uma lupa: aumenta aquilo que foca.
Existem momentos em que uma pessoa tóxica parece colapsar nossa mente, convertendo-se na única coisa em que podemos pensar, o que é prejudicial. É preciso gritar ou dizer mentalmente Pare de pensar! e apoiar esta expressão com frases positivas, como "sou importante", "minha vida é valiosa" ou "me sinto feliz".
A técnica do espelho
A doutora Glass também aconselha atuar como se fôssemos um espelho. É possível fazer as pessoas tóxicas ver refletidos seus comportamentos. Se alguém não pára de falar impedindo que os demais o façam, a resposta pode ser colocar-se a latir. Quando o tóxico se irritar e perguntar "O que há?", basta explicar que esta é a atitude que ela mantém com os demais.
Outra tática conveniente consiste em perguntar com tranqüilidade. Para que os indivíduos tóxicos vejam quão absurdas são suas idéias, comentários e atitudes, o melhor é formular dúvidas simples que se convertam em uma progressão lógica que vá desbaratando seus argumentos, um depois de outro.
A aqueles que odeiam os negros pergunte se conhecem muita gente de cor?, conviveu com ela?, alguém o odeia por ser quem é?. Suas respostas evidenciarão o ridículo de suas idéias. E sempre haverá mais perguntas para colocar-lhes em evidência.
Embora pareça difícil, é preciso tentar empregar a cordialidade. Converter o enfado em amabilidade é uma resposta ideal frente a muitos que são duros. Os motivos de sua atuação costumam ser a insegurança e a falta de amor próprio.
Ao saber que essas são as causas de sua toxicidade, pode controlar a injúria e transformá-la em amabilidade. Muitas pessoas que tratam com o público fazem uso desta capacidade, que dá frutos assombrosos.
Outro antídoto para a toxicidade mental, consiste em desprender-se de qualquer emoção a respeito da pessoa venenosa: tirá-la de nossa vida, não preocupar-se com ela, não desejar-lhe nem bem nem mal, visualizar a desconexão com ela, deixá-la para trás.
Catálogos de pessoas venenosas
Segundo Glass, estas técnicas são efetivas para resistir ao que ela denomina "trinta tipos de terrores tóxicos", entre os quais inclui o falador, o piadista, o cortante, a vítima sombria e condenada, o apunhalador de duas caras, o brincalhão, o pistoleiro rancoroso e autoritário, e o mentiroso. Todas são distintas formas de personalidades que coincidem em intoxicar a vida alheia.
Outras versões de indivíduos tóxicos, que podemos descobrir em nosso entorno, são o indivíduo intrometido, o fanático, o pretensioso, o competidor, o maniático do controle, o crítico acusador ou o arrogante sabichão.
Às vezes, a presença de conflitos contínuos, pode indicar que o ser tóxico é você mesmo, em vez dos demais. O que não muda excessivamente as coisas, porque o resultado é similar: um contínuo mal-estar e dificuldades para relacionar-nos.
Nesse caso é preciso reconhecer o problema e deixar de amargar os demais com nossos ciúmes mais ou menos encobertos. A chave, como sempre, é a comunicação: consigo mesmo, para descobrir a verdadeira raiz de nosso comportamento, e com os demais, para deixar de atormentar suas vidas.
Por María Jesús Ribas
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Por que fazer o bem faz muito bem! escrito por Roberto Shinyashiki
Muitas pessoas realizam uma série de sonhos, mas em algum momento percebem que ainda está faltando algo. Elas descobrem que suas realizações criaram um vazio em sua vida. Então percebem que só é possível ser feliz criando a felicidade para muitas pessoas. Isso será real quando as incluirmos em nossos sonhos.
"Ajudar as pessoas a acreditar no próximo não é um trabalho importante apenas para deixá-lo em dia com seu espírito de solidariedade. Trata-se, na verdade, de alimentar a sensação de pertencer à raça humana"
Eu acredito que é preciso ter sonhos realmente grandes. Sonhos pequenos não motivam de verdade. É bonito quando uma pessoa trabalha para ter a casa própria, mas isso ainda é muito pouco. É ótimo lutar para ajudar o filho a se formar, mas nós somos capazes de muito mais.
Eu convido a todos para unir as forças e juntos criarmos um mundo cheio de justiça e de amor. Quando sentimos a nossa força interior, nos damos conta de que temos energia para superar qualquer desafio. As pessoas sempre me perguntam qual é o meu maior sonho. Tenho alguns sonhos, mas o maior sonho da minha vida é ajudar o Brasil a descobrir que nós somos um país de campeões. É um sonho até simples de realizar porque tenho certeza de que nosso país conta com muitas pessoas de fibra que acalentam o mesmo sonho e, principalmente, porque temos um povo maravilhoso, capaz de virar o jogo. Mas para isso é preciso ter comprometimento com o sonho. Assim tenho energia para lutar por todos os meus projetos. Muitas pessoas me perguntam ainda onde arrumo energia para escrever tantos livros e artigos, tocar os negócios, fazer palestras em muitas cidades pelo país afora e ainda conseguir tempo para me dedicar aos meus projetos sociais. A resposta é simples: minha energia vem da minha paixão por ajudar o nosso povo a ser mais feliz. Outra pergunta que também ouço com freqüência é que horas escrevo os meus livros. A resposta também é bem simples: meus livros são escritos de madrugada, depois que a minha família foi dormir ou depois das palestras, num quarto de hotel. E sabe o que eu faço para ficar acordado? Não tomo café, nem pó de guaraná, ou qualquer outra coisa. Simplesmente penso em quantas pessoas vou ajudar com o meu livro, e pensar desse jeito afasta o sono e o cansaço de mim. Eu adoraria que você descobrisse que abrir o coração é muito mais que aprender a amar seus filhos e sua família, é aprender a amar todos, pois é preciso amar toda a humanidade. Infelizmente, muita gente ainda vive alienada, pensando que os problemas da nossa sociedade não afetam a vida de todos nós. São pessoas que negam sua parcela de responsabilidade pela existência de tantas injustiças. Outros ficam deprimidos ou reagem com irritação diante dos problemas sociais, mas de concreto nada fazem. Quanto mais se alienam, mas os problemas vão crescendo. Ou seja, uma sociedade injusta é uma fábrica gigante de problemas. Se ficarmos contemplando passivamente esse estado de coisas, sem procurar alterá-lo, estaremos ajudando a construir uma bomba-relógio que vai explodir a qualquer momento. Aliás, muitas bombas estão explodindo em nosso redor sem que a maioria perceba que algo de concreto precisa ser feito para desarmá-las. Ajudar as pessoas a acreditar no próximo não é um trabalho importante apenas para deixá-lo em dia com seu espírito de solidariedade. Trata-se, na verdade, de alimentar a sensação de pertencer à raça humana. Eu me recuso a imaginar que nós viemos ao planeta Terra apenas para juntar o maior número de bens possível. Eu acredito em nosso país porque creio em nosso povo. Sei que o desafio é imenso, mais os verdadeiros campeões são aqueles que enfrentam seus problemas, sejam eles de que tamanho forem. Acredito em nosso país porque vejo muitas pessoas comprometidas com o nosso povo. Se você participa de um projeto social, quero parabenizá-lo. Agora se você ainda não trabalha em um projeto social, talvez seja hora de lembrar que tem dentro de si um poder muito maior do que imagina. Dentro de você existe a capacidade de transformar o mundo. Lembre-se: você tem a força para ser a solução na vida de muitas pessoas. A solução para os problemas do nosso país está dentro de cada um de nós.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Como conseguir entusiasmo? escrito por Emilce Shrividya Starling
O objetivo da vida é ser feliz. Todos nós estamos procurando por algo melhor, buscando a felicidade.
"Para cultivar o entusiasmo, você deve praticar ações que aumentem a alegria do coração. Deve ser generoso, altruísta, bondoso, ser tolerante e paciente com você mesmo e com as outras pessoas"
Muitas pessoas, porém, estão procurando fora de si mesmas, em posses, em posições, nos outros, no consumismo, nas viagens, nos acontecimentos. Não estão com o objetivo de serem felizes dentro de suas próprias mentes.
Sofrem de estresse, ansiedade, medos, insônia, angústias, depressão,tristeza, solidão. E realmente, estas dores da alma, como podemos chamá-las, impedem que a felicidade se aproxime.
Os inimigos do entusiasmo
Existem muitos obstáculos que bloqueiam a fonte do entusiasmo e não permitem que se manifeste como: a raiva, a impaciência, a inveja, hábitos de criticar a si mesmo e os outros, ódio por si mesmo, baixa auto-estima, falta de controle, maldade, hipocrisia, arrogância, dúvidas, indelicadeza, desrespeito, insatisfação constante, falta de gratidão, não perdoar, ferir os outros, falar sarcasticamente.
Quando algumas dessas características se manifestam em uma pessoa, a energia do entusiasmo fica bloqueada e as virtudes ficam obscurecidas. Essa pessoa fecha o coração e se sente sem alegria de viver. Sente que nada neste mundo pode lhe trazer felicidade.
Experimenta tristeza quase todo o tempo. VIve criticando tudo, sem encontrar nenhum sabor nem interesse em nada. Ela se assemelha a uma flor seca, sem vida, árida e triste. Não dá valor ao que tem, não agradece ao que recebe, não existe leveza em seu coração. A vida é um peso que carrega e não encontra saída para seu sofrimento.
Quando a mente está negativa, com muita turbulência, é difícil experimentar gratidão e alegria. É necessário purificar a negatividade que é energia condensada.
Precisamos limpar camadas e camadas da mente. Nossos padrões mentais, nossos “arquivos” no cérebro, que trazemos de muitas vidas, precisam ser purificados.
Como você pode sentir entusiasmo, se seu coração está queimando no fogo da raiva, no fogo dos sentimentos e pensamentos negativos, no fogo de um completo descontentamento?
Como conseguir o entusiasmo?
Para cultivar o entusiasmo, você deve praticar ações que aumentem a alegria do coração. Deve ser generoso, altruísta, bondoso, ser tolerante e paciente com você mesmo e com as outras pessoas.
As práticas do yoga como as posturas psicofísicas, os exercícios respiratórios, o relaxamento, a meditação, o canto dos mantras, a contemplação dos ensinamentos, o serviço altruístico, desenvolvem essa alegria e conectam você com seu Ser interior, fonte de todo entusiasmo.
Através dessas práticas, você começa a dissolver pensamentos tristes e dolorosos, emoções negativas e de depressão, sentimentos guardados e não resolvidos, velhos ressentimentos e rancores que mantinha armazenado em sua mente por muitos anos.
Quem tem entusiasmo manifesta Deus em seus pensamentos, palavras e ações, pois a palavra entusiasmo significa literalmente “carregando Deus no interior” ou “possuído pelo Deus interior”. É expressar as virtudes divinas de nosso interior.
Com a prática regular da meditação e do relaxamento, que são formas maravilhosas de orar, fazemos conexão com o Ser interior divino. Ao silenciar corpo e mente, nós nos acalmamos, temos boas intuições, insight, melhor discernimento, soluções para nossas dúvidas e problemas, e a sabedoria brota do interior.
Quando oramos apenas com palavras, estamos falando com Deus, quando conseguimos nos voltar para dentro, deslizar para este espaço de silêncio interior, Deus “fala” conosco através das qualidades divinas de nosso interior.
Ele se manifesta em nós através da alegria, do entusiasmo, da bondade, da compaixão, da tranqüilidade, da paz interior, da paciência.
Com essa conexão direta com o Ser interior através do apaziguamento e da tranqüilidade, encontramos um porto seguro, um apoio interior para todos os momentos, mesmo os mais desafiantes e difíceis. É nossa apólice de seguro verdadeira.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Orgulho, o arquiinimigo do perdão Escrito por Dado Moura
Quem já não – ao ser tomado pelo ímpeto e na certeza de estar fazendo a coisa certa – feriu aquela pessoa com quem se convive? Seja numa resposta “atravessada” ou numa atitude grosseira contribuímos de alguma forma com a divisão ou o isolamento das amizades. Passado algum tempo, já com a “cabeça fria”, percebemos que procedemos de maneira equivocada – ferindo pessoas ou até mesmo nos ferindo.Refletir sobre o nosso ato nos ajuda a perceber o momento em que agimos precipitadamente; e dessa reflexão vem o remorso, o qual nos prepara para o pedido de desculpas.
Reconhecer que fomos precipitados nos argumentos, significa, muitas vezes, humilhar-se e se fazer pequeno, reconhecer que errou. Perdoar ou liberar perdão não é ter “amnésia” sobre o ocorrido, mas sim, disponibilizar-se a restabelecer o relacionamento abalado.
Do remorso ao perdão há uma pequena distância, mas o espaço é grande o bastante para residir o orgulho. Sentimento este que nos tentará convencer de que o ato de se desculpar ou reconhecer seu erro é atitude dos fracos.
Por outro lado, infelizmente, há pessoas que não aceitam as nossas desculpas. Preferem romper com os laços afetivos em vez de crescer e amadurecer por meio dos exercícios apresentados pela vida. Insistem em manter a irredutibilidade e a prepotência, que pensam possuir, em vez de dar o passo que romperá com as cadeias que as prendem. Talvez querendo cumprir a lei do “olho por olho, dente por dente”, esperam por um momento de revanche. Enquanto isso, desperdiçam tempo e amargam seus dias, remoendo o que já está resolvido para aquele que se dispôs a se desculpar.
A vida é muito curta para se gastar o precioso tempo com comportamentos que não trazem a sustentabilidade de nossas convivências. Pedir ou conceder perdão não nos exige mais do que podemos agüentar. Sabemos de pessoas que gastam muito tempo buscando motivos para justificar suas infelizes atitudes, fazendo-se de injustiçadas, em vez de adotar gestos de humildade e agir de maneira diferente. Na verdade, elas são vítimas do orgulho, que mata pessoas e sentimentos!
Mais importante – do que lembrar que não devemos desculpar – seria fazer uso da faculdade de reflexão e reconhecer que ninguém está acima dos lapsos e erros. Pois aquele, que errou hoje, poderá ser você amanhã…
Não percamos tempo monopolizando picuinhas, ressentimentos ou retendo perdão. Se uma situação especial o faz refletir – levando-o ao ato da reconciliação –, peça ou dê o perdão e continue a viver com a experiência adquirida.Situações mal resolvidas afetam outras áreas de nossa vida. Talvez por isso existam ainda alguns problemas não “equacionados” em nossas vidas pois, esses, são reflexos dos fragmentos dos “elos” que deixamos se perder ao longo do caminho.
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sábado, 5 de janeiro de 2008
De volta ao Passado
De volta ao passado, sem sair do lugarA regressão ajuda a resolver traumas antigos que interferem em atitudes do presente. De qualquer forma, há controvérsias
Foto: Sxc.hu
Voltar no tempo e saber exatamente o que aconteceu na infância ou até em outras vidas. A regressão é uma técnica que possibilita trazer de volta algumas lembranças para o tratamento de problemas do presente. No entanto, é preciso tomar cuidado com conceitos pré-estabelecidos que se tenha sobre o assunto. O teólogo e presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP, João Flávio Martinez, explica que a regressão a vidas passadas tem como pressuposto a reencarnação, que é base de religiões orientais como Hinduísmo, Budismo e Jainismo. Os indianos, por exemplo, acreditam que o espírito reencarne 840 mil vezes. De qualquer forma, não é apenas para outras vidas que a regressão leva. A psicoterapeuta progressiva Maura de Albanesi conta que o procedimento traz benefícios, incluindo desbloqueios emocionais, o que acarreta clareza em relação a si mesmo e a situações difíceis e aparentemente inexplicáveis. A aposentada Elaine Fiali, 50 anos, já realizou o procedimento três vezes. Na primeira, uma vidente contava ano a ano de sua vida; na segunda, foram aplicadas técnicas de Reiki e cromoterapia; por último, a meditação a fez voltar no tempo. Os procedimentos me tiraram muitas dúvidas. Eles me ajudaram a entender melhor minha relação com algumas pessoas e a resolver problemas como medo de altura e ansiedade , diz.
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O tratamento pode ser conduzido através de métodos diferentes que englobam desde um leve relaxamento até comandos hipnóticos. Esses processos não fazem com que a pessoa perca sua consciência. Ao contrário, o estado consciente é fundamental para a terapia. A hipnose é leve, a ponto da pessoa, às vezes, pensar que inventou a história , conta Maura. Quando traz à tona as situações traumáticas do passado, a regressão possibilita que o paciente reavalie dados da sua personalidade, facilitando o autoconhecimento seguido do desenvolvimento pessoal. Quando uma pessoa sofre um trauma na vida, pode ficar presa ao evento, mesmo que não se lembre dele de forma consciente, fazendo com interfira em situações presentes. A especialista explica que uma mulher que não consegue manter uma intimidade sexual com o esposo apesar de amá-lo, por exemplo, ao voltar no passado pode descobrir que foi vítima de uma violência sexual. Depois de seguir os passos do procedimento, a paciente poderá neutralizar a emoção negativa que a impedia e tomar novas decisões frente à situação, já que vive hoje um momento diferente e não precisa se prender ao passado.
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De acordo com Maura, não há riscos na terapia, uma vez que o ser humano possui uma sabedoria inconsciente. Essa inteligência permitirá retroceder apenas situações que a pessoa está pronta para resolver. As contra-indicações ficam para quem possui algum tipo de psicopatologia. Pode aplicar o procedimento o psicólogo que saiba manusear as técnicas necessárias e tenha feito cursos de especialização em Terapia de Vivências Passadas - TVP. Há uma regressão chamada Vívida, onde o indivíduo vivencia com intensidade seu ´personagem´ do passado, podendo mudar o tom de voz, postura física, ter reações motoras e apresentar marcas físicas durante a vivência. Esse tipo ocorre em torno de 5% da população que faz regressão. Outro tipo é a Regressão Pictórica, quando a pessoa lembra e revive experiências assistindo cenas como se fossem um filme. Em quase 60% dos casos acontece a Regressão Mista, onde o indivíduo tem uma lembrança com imagens fragmentadas, sem perder o sentido da história e do desenvolvimento dos fatos. Por último, há o Intuitivo. Pessoas com dificuldades em usar o canal visual ou muito resistentes ao processo podem acessar os conteúdos de forma intuitiva, sem muitas imagens e sensações, compondo a lembrança com fortes impressões que vão se formando com a ajuda do terapeuta , explica o especialista em terapia regressiva Milton Menezes. Como se faz?
Foto: Sxc.hu
Para realizar a regressão, é preciso primeiro identificar o foco, ou seja, aquilo que realmente incomoda a pessoa nos tempos atuais. Quando a questão é localizada, são introduzidos os comandos hipnóticos, como voltar para a primeira vez em que a pessoa sentiu aquilo que a aborrece. Logo após, o profissional irá acompanhar o paciente por dentro da história a ser desvendada, levando ao momento emocional que originou o trauma. Dessa forma, é induzida a catarse emocional, uma purificação por meio da descarga emocional, libertando a pessoa de decisões antigas e possibilitando novas atitudes. Caso a regressão seja para vidas passadas, em seguida a pessoa é levada ao momento da morte, para que ela possa se desprender da antiga encarnação, compreendendo as lições que a alma deve ter aprendido. Depois vem o pós-morte, momento de ampliação da consciência, onde o paciente pode perdoar o agressor, caso haja um, e se reconciliar, superando assim o trauma. Por último, ele é trazido ao momento atual, para relacionar os antigos acontecimentos com a vida presente. Quando a pessoa está dentro do processo, a mente e o inconsciente são atemporais. Apenas uma parte da mente é acionada, para conectar os fatos com os sintomas atuais. A sessão varia de 50 minutos a uma hora e meia e custa cerca de R$200,00 a R$300,00, de acordo com o local de aplicação e tempo.
De volta ao útero
Foto: Sxc.hu
O feto registra tudo o que ocorre com a mãe, mas não possui um ego (soma de pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções) estruturado. Dessa forma, na fase adulta, a pessoa poderá ter comportamentos e sensações que não fazem parte da própria personalidade. O objetivo da regressão para dentro do útero é separar o que é e o que não é da pessoa. Levando em consideração que trauma é um bloqueio emocional que impede a fluidez da energia da pessoa, o parto é o primeiro trauma vivido por todos. Por outro lado
Foto: Sxc.hu
Martinez explica que há processos ocultos da mente denominados confabulação e criptamnésia. No primeiro, a pessoa se baseia parcialmente em fatos ou chega a construir totalmente uma situação imaginária, inconscientemente. O segundo é um termo usado para denominar a origem de experiências que as pessoas acreditam ser originais, mas que se baseiam em memórias já esquecidas. O especialista diz que tudo leva a crer que a maioria das regressões a vidas passadas são confabulações alimentadas pela criptaminésia. Infelizmente, não existe uma única investigação científica que tenha validado, sem deixar dúvida, relatos de regressão a vidas passadas. Os melhores trabalhos na área são de Ian Stevenson, um parapsicólogo que investigou casos de crianças asiáticas que pareciam recordar detalhes da última encarnação. Porém, mesmo os estudos de Stevenson, ao passarem por análise, revelam inconsistências internas que os colocam em dúvida , finaliza.
História da regressão
Foto: Sxc.hu
A regressão a vidas passadas foi descoberta em 1893, em Paris, por Albert de Rochas. Ele fazia experimentos com magnetismo e hipnose. O livro do autor, Les Vies Successives, publicado em 1911, é o primeiro sobre o assunto. No ano de 1952, uma mulher chamada Virginia Tighe foi hipnotizada e começou a falar com sotaque irlandês, afirmando chamar-se Bridey Murphy, uma moça irlandesa do século XIX. O livro do especialista que a hipnotizava, Bernstein, chamava-se The Search for Bridey Murphy e virou um best-seller traduzido para muitas línguas. Nada de concreto se encontrou sobre a irlandesa, mas a equipe do jornal Chicago American encontrou uma Bridie Murphey Corkell que viveu no século XX, numa casa em frente à residência onde Viginia Tighe passou a infância. Os fatos relatados não eram memórias de uma vida anterior, mas sim lembranças da infância. *Por João Flávio Martinez
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Maus pensamentos
Os pensamentos negativos afetam o corpo de diversas maneiras causando, dependendo da situação e contexto, tensão nos músculos, aceleração cardíaca, suor nas mãos, tonturas, dores de cabeça, de estômago. Tudo isso porque o cérebro libera agentes químicos que fazem o organismo reagir mal.
Talvez por isso afirmem que rir é o melhor remédio. Sempre que observar esses pensamentos negativos automáticos, é preciso eliminá-los. Caso contrário, eles vão estragar relacionamentos, auto-estima e até mesmo o poder pessoal. Uma dica de especialistas é escrever o motivo da aflição e responder a ele tentando achar uma solução para aquele mal. Dessa maneira, acredita-se tirar o poder negativo do pensamento.
Ao mesmo tempo, vale buscar situações e pessoas que transmitam ou provoquem um pensamento bom, feliz, esperançoso ou gentil. O cérebro, neste caso, também libera elementos químicos que fazem com que seu corpo sinta-se bem.
Equipe Bem Star
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Pensamento positivo pode retardar envelhecimento
Torres explica que o estresse faz com que haja uma descompensação hormonal, prejudicando diretamente o sistema imunológico e a renovação celular. "Repare que é justamente nos períodos mais críticos, em que estamos mais fragilizados emocionalmente e acumulando noites e noites maldormidas, que aumenta a ocorrência de acne, herpes labial, e que o 'peso' da idade é refletido no espelho".
Olhos
O especialista diz que o estresse prolongado compromete o processo de renovação da pele, destrói as fibras de colágeno e provoca a perda de elasticidade. "Nesses momentos surgem olheiras e bolsas palpebrais proeminentes. Em muitos casos, o único recurso estético passa a ser a blefaroplastia, que é a cirurgia plástica dos olhos".
Torres diz que mesmo aqueles já estão se sentindo estressados e envelhecidos não precisam ter mais um motivo para se lamentar. "Sempre é tempo de se adotar hábitos saudáveis e uma atitude mais otimista diante da vida". Para quem quer recorrer ao bisturi, há recursos menos evasivos e muito eficientes, como a aplicação de toxina botulínica para suavizar rugas de expressão e sinais de envelhecimento, por exemplo. "Para quem já passou dos 50 anos, outra boa opção é a combinação do facelift com o Botox, para dar uma levantada geral na aparência", recomenda o médico.
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Bote a acomodação pra correr
A atividade física deve fazer parte do dia a dia de homens e mulheres. Ela é quase uma necessidade, pois já está provado que um corpo sedentário se transforma num verdadeiro depósito de doenças,como obesidade,diabetes,cardiopatias e etc.
Nas últimas décadas, o avanço tecnológico nos trouxe uma série de facilidades que a cada dia vão deixando nossas funções corporais mais acomodadas. É o controle remoto que nos livra de ter de levantar para trocar os canais da tv ou a escada rolante que nos faz deixar de subir os degraus da escada.
Tudo isso vai levando o organismo a um processo de fugir do movimento, que é inerente ao biotipo humano,caso ele queira evitar uma série de enfermidades.
A atividade física proporciona benefícios tais como: melhora a circulação sangüínea e a saúde do coração, combate a hipertensão,queima calorias e produz hormônios que combatem a depressão.
Por Marco de Cardoso
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domingo, 4 de novembro de 2007
É possível conciliar vida profissional e pessoal Por Marcos Burghi
Para Camila Mariano, consultora de Recursos Humanos da Catho Online, a primeira tarefa é definir claramente objetivos pessoais e profissionais e reservar tempo para ambos.
A consultora recomenda que, feito isso, as divisões sejam respeitadas e, principalmente, aproveitadas. Segundo ela, o tempo dedicado ao trabalho deve ser utilizado para que os esforços se convertam em resultados para a equipe e para a empresa. Da mesma maneira, observa, a pessoa deve desfrutar ao máximo os momentos de lazer em família ou com os amigos.
Para quem não acredita na possibilidade, Camila esclarece que se a pessoa direcionar corretamente seus esforços no trabalho poderá mostrar ou colaborar para resultados em seu horário normal de expediente, sem ter de prolongar a permanência na empresa.
Ela também lembra que horas extras significam mais custo para as empresas, o que pode levar a uma avaliação de deficiência de desempenho do funcionário.
A consultora reconhece que há momentos que o equilíbrio pode ser quebrado, mas também de forma planejada e por tempo determinado. Caso o empregado almeje promoção, lembra, terá de mostrar o máximo de dedicação, o que talvez tenha de traduzir-se em horas diárias a mais de labuta. O inverso, diz, também pode acontecer. Uma mulher que esteja grávida pode diminuir seu ritmo em função do futuro bebê, sem que seja vista como funcionária de menor capacidade.
Caso o empregado saiba algumas de suas tarefas de antemão deve planejar a execução de forma a aproveitar melhor o tempo, recomenda Camila. "As empresas preferem quem traga resultados no período normal de trabalho."
TODOS OS LADOS - Para o psicólogo José Roberto Leite, especialista em medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para a pessoa ter êxito, ela deve gerenciar diversos aspectos da própria vida. O profissional é apenas um entre tantos outros. Leite informa que também são fundamentais os cuidados com o organismo e com o lado psicológico, com controle sobre as reações, principalmente aquelas que levam ao estresse. Ele observa que a dedicação à vida profissional deve andar acompanhada de momentos voltados ao convívio pessoal. "Se uma delas for tratada com mais importância, a outra vai perder", garante. Na opinião dele, os objetivos profissionais devem estar claros. Ele acredita que todos podem sonhar, mas sem exageros e que progresso é importante, desde que não traga problemas.
BOXE 1: APROVEITE O MELHOR DO SEU TEMPO
A consultora de Recursos Humanos Camila Mariano e o psicólogo José Roberto Leite dão a receita para conciliar vida pessoal e vida profissional sem sofrimento.
1 - Defina claramente seus objetivos, tanto os pessoais como os profissionais.
2 - Organize o tempo que pretende gastar na conquista de suas metas.
3 - Depois de estabelecer os objetivos dedique-se ao máximo a cumprir o caminho até atingi-los.
4 - Saiba separar vida pessoal e vida profissional. Lembre-se que nem todos seus colegas de trabalho são seus amigos.
5 - Fique atento para definir possíveis momentos em que
possam ocorrer desequilíbrios entre o trabalho e a vida pessoal. Não deixe de ter claro que as descompensações são
temporárias.
6 - Conheça a si mesmo melhor por meio de exercícios de
relaxamento e meditação, que podem ser feitos num final
de tarde.
7 - Faça uma análise crítica de sua forma de ver as coisas. Muitas vezes certos problemas são frutos da maneira como vemos as coisas e não de situações reais.
8 - Não defina sua conduta em função do que os outros possam pensar.
9 - Trace um plano de ação e ponha-o em prática.
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Problemas de relacionamento podem aumentar risco cardíaco Por Mar Gamez / EFE
Até o momento, a maioria dos estudos tinha sido centrada em assinalar as virtudes de viver em casal. Sempre se afirmou que as pessoas que passam sua vida ao lado de um parceiro, da família e de amigos gozam de melhor saúde que aquelas que, por diferentes circunstâncias, decidem viver na solidão.
Mas um estudo publicado recentemente assegura que as relações amorosas também podem acabar prejudicando o coração de algumas pessoas.
Segundo um grupo de cientistas britânicos, as discussões, os gritos e os conflitos constantes com o parceiro aumentam em 34% o risco de ataques cardíacos ou dores no peito.
Aparentemente, as brigas e as críticas geram estresse e ansiedade nas pessoas que convivem com isso regularmente e isto aumenta a probabilidade de sofrer de doenças cardíacas. Isto foi comprovado com uma pesquisa desenvolvida no Reino Unido e publicada na revista americana "Archives of Internal Medicine".
Para chegar a estas conclusões os cientistas estudaram o caso de mais de nove mil britânicos, que responderam a perguntas sobre alguns dos aspectos mais negativos de suas relações.
Analisaram seu nível de confiança, sua percepção de apoio mútuo e outras variáveis como idade, sexo e profissão, e seguiram a evolução de cada paciente durante mais de 12 anos para comprovar se eles desenvolviam algum problema de saúde.
No momento de iniciar o estudo, cerca de 500 pessoas apresentaram algum problema cardiovascular. Mas, para surpresa dos pesquisadores, outras 589 sofreram também algum transtorno em seus corações durante o acompanhamento.
Os cientistas descobriram que aquelas pessoas que apresentavam mais problemas em suas relações eram geralmente as mais afetadas por problemas cardíacos.
"Os resultados do estudo indicam que as relações íntimas negativas influem na condição cardíaca de uma pessoa", comentam os pesquisadores em seu trabalho.
MORRER DE AMORAs relações tormentosas, os gritos e as brigas constantes terminam com os relacionamentos mais sólidos e até mesmo com alguns corações. Mas a perda da pessoa amada também pode acabar com a vida de algumas pessoas.
Outros pesquisadores, neste caso da Universidade de Glasgow, na Escócia, asseguraram há alguns meses que as pessoas que ficaram viúvas atravessam por momentos críticos nos seis meses posteriores à morte de seu parceiro. Nos cinco anos seguintes, o índice de desenvolvimento de problemas cardíacos ou outras doenças também é maior.
A vida diária mostra muitos exemplos, alguns deles famosos, como o do casamento dos cantores e compositores americanos Johnny Cash e June Carter Cash, cuja célebre história de amor foi levada em 2005 ao cinema sob o título "Johnny & June".
O cantor, uma lenda da música country, não conseguiu sobreviver às complicações que se apresentaram em sua diabete e morreu aos 71 anos, apenas quatro meses depois da morte de sua esposa.
No entanto, alguns especialistas, como o cardiologista Cathy Ross, da Fundação de Cardiologia Britânica, quiseram matizar as afirmações científicas assegurando que a importância da questão está, em muitas ocasiões, mais em como se leva o luto do que na estrita dor da perda.
"Algumas pessoas começam a fumar mais, a beber ou a se alimentar pior", comentou à "BBC" o especialista, que assegura que em alguns casos são os maus hábitos dos viúvos que prejudicam gravemente sua saúde.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Tônicos naturais
Sex, 02 Nov, 09h36
Por Por María Jesús / Jesus Ribas / EFE
Chega de ficar cansado. Você sente sua energia indo embora ao longo dia e quando chega em casa se pergunta até quando conseguirá suportar seu atual ritmo de vida? Para ficar de pé todas as manhãs você tem que reunir forças no fundo do seu corpo e de sua alma? Falta de disposição pode ser sintoma de estresse - que esgota toda a energia do organismo -, de uma dieta pobre nos nutrientes necessários para o bom funcionamento do seu organismo ou até mesmo do tédio causado por uma rotina diária que o empurra para o sedentarismo e o desânimo.
Além disso, o esgotamento permanente não é resultado apenas de uma atividade profissional, social e familiar intensa. Ele pode ser decorrente de uma série de hábitos, atitudes e pensamentos que, pouco a pouco, vão consumindo suas reservas de energia.
Santiago Luis de la Rosa Iglesias, assessor em medicina natural da Academia Ibero-Americana de Medicina Biológica, dá dicas simples de como "recarregar as baterias" e de fazê-las durar o maior tempo possível:Desfrute de um sono reparador.
Dormir menos que as oito horas recomendáveis é um hábito que causa problemas de concentração, lapsos de memória, irritabilidade, fadiga e queda na imunidade. Além disso, o organismo funciona regido pelos ciclos do sono e da vigília, durante os quais produz diferentes tipos de hormônio. Se a pessoa não descansa o suficiente à noite, o corpo não recupera a energia gasta durante o dia e acaba tendo seu funcionamento prejudicado.
Anime sua vida sexual
Fazer sexo com regularidade pode ajudá-lo a ter um rápido e prazeroso pico de energia. O orgasmo aumenta os níveis do hormônio oxitocina, que aumenta a vitalidade. O sexo também ajuda a pessoa a ter um sono de qualidade. Mas, caso você não esteja disposto a praticar, experimente um abraço. Os níveis de oxitocina aumentam ate com simples carícias.
A primeira refeição é fundamental
Se não você não toma café da manhã ou não come direito nessa hora, provavelmente não terá um bom começo de dia devido à ingestão insuficiente dos nutrientes necessários para sua atividade física e mental. Além disso, estará faminto na hora das outras refeições ou ficará beliscando até o almoço. Para ter energia e boa disposição, no desjejum, combine frutas frescas, alimentos lácteos e cereais.
Mantenha o sedentarismo longe
Quando você faz exercício, seu corpo lida melhor com o que lhe causa estresse e desgasta sua energia. Faça exercícios pelo menos três vezes por semana, durante 30 minutos. O que quer que seja caminhada, cooper, bicicleta, esteira ou outro exercício aeróbico , comece, mas numa intensidade que não canse. Para os mais dispostos, a ginástica estimula: comece treinando 5 minutos e logo vai estar querendo treinar por mais tempo.
Fuja dos "ladrões de vitalidade"
Existem colegas de trabalho, parentes ou amigos que consomem sua energia psicológica e emocional com queixas, vitimismo ou visão negativa ou pessimista da realidade. Se você não tiver como não re relacionar com essas pessoas, faça um trabalho mental e conscientize-se de que esse comportamento é característico dessas pessoas, não seu.
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sábado, 22 de setembro de 2007
Amigos, anjos sem asas!
As vezes na vida qdo tudo parece perdido acontecem coisas q nos fazem pensar,existem pessoas maravilhosas sempre dispostas a te ajudar.
Essas pessoas parecem anjos vindos do céu q te protegem como um véu e jamais te deixam cair.
Nos levantam do chão e nos devolvem os sonhos muitas vezes perdidosNos trazem sonhos q até então julgavamos impossiveise nós mostram q td é possivelbasta apenas você querer,basta apenas acreditar,De um instante p outro vc verá q as coisas começam a acontecer como num passe de mágica,td se transforma em pura Alegria e vc passa a enchergar coisas q antes vc naum via.
Coisas q vc não imaginava existir,agora vc simplesmente pode sentir,agora são sua pura realidade,são realmente de verdade.Por mais q os outros digam q não, vc as tem ali ao seu alcance,Basta apenas estendermos os braços e abrirmos as mãos,Para podermos senti-las com o coração,e compartilha-las com os amigos.
Pois os verdadeiros amigos te darão as asas p tdo acontecer,por q nesse mundo td se sente, e td se vê,basta apenas vc acreditar no amor dos seus amigos. (Luana Zerbini e Dani Canalles)
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Amor à primeira vista - ou melhor, em meio segundo
NOVA YORK (Reuters) - Quem não acredita em amor à primeira vista vai pensar melhor depois de conhecer uma nova pesquisa, segundo a qual as pessoas levam meio segundo para decidir se acham outra pessoa bonita e se a consideram como um possível parceiro.
"O estudo chega aos aspectos perceptivos básicos na busca de parceiros", disse o psicólogo Jon Maner, da Universidade Estadual da Flórida, que chefiou a pesquisa. "Ele mostra o quão rapidamente, fortemente e automaticamente as pessoas ficam sintonizadas com a atratividade física, seja procurando parceiros ou guardando seus parceiros de potenciais rivais", disse ele em entrevista.
Os autores do estudo publicado na revista Journal of Personality and Social Psychology descobriram que as pessoas tendem a se fixar em rostos atrativos até meio segundo depois de vê-las, e então as qualificam como possíveis parceiros ou rivais.
No estudo, alunos universitários viam durante 1 segundo fotos de pessoas muito atraentes ou de aparência mediana, e então tinham de olhar para outras coisas. Ao medir o tempo de reação das pessoas, Maner e sua equipe conseguiram determinar que basta meio segundo para aferir se alguém é atraente.
Além disso, as pessoas tendiam a se fixar nos rostos atraentes por meio segundo a mais além do limite de 1 segundo.
Os universitários solteiros em geral se interessavam pelo sexo oposto. "[As muito atraentes] são o tipo de pessoa que podemos preferir como parceiros românticos, mas não significa que seríamos capazes de ter um relacionamento com elas, porque pessoas altamente atraentes são muito disputadas", disse Maner.
Já as pessoas envolvidas em um relacionamento afetivo pareciam, ao ver as fotos, mais interessadas nas pessoas do mesmo gênero. "[Em relação às pessoas mais bonitas] nós temos ciúmes e ficamos vigilantes, preocupando-nos com a infidelidade ao tentarmos guardar nossos parceiros", explicou Maner.
O estudo também mostrou as armadilhas da fixação visual, inclusive os efeitos negativos para a auto-estima quando se olha uma pessoa atraente do mesmo sexo. Segundo Maner, essa negatividade pode estar ligada a distúrbios como a bulimia.
Outro inconveniente é que as pessoas se tornam menos satisfeitas com suas atuais relações. "A evidência nos mostra que quando vemos alternativas atraentes aos nossos parceiros isso nos faz sentir menos satisfeitos e menos comprometidos com o nosso atual parceiro, o que claramente tem implicações para o sucesso da relação."
(Por Sharon Ho)
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Os males físicos e mentais com o exagero do trabalho Por Marcos Burghi
São Paulo, 06 (AE) - A acirrada concorrência do mercado, aliada à pressão por resultados rápidos, faz com que muitos profissionais exagerem na dedicação ao trabalho, cumprindo longas e estressantes jornadas diárias. Para os chamados workaholics ('fanáticos' por trabalho), a correria diária torna-se parte da vida, mas quando foge ao controle pode trazer graves problemas à saúde e à vida familiar.
De acordo com a médica Lys Rocha, professora de Medicina do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o número de casos registrados pelo Ministério da Previdência Social como transtornos mentais relacionados ao trabalho saltou de 482, em 2000, para 3.701, em 2005 (pelos últimos dados disponíveis), aumento de cerca de 668%.
Na opinião da médica Maria Elenice Quelho Areias, supervisora do Departamento de Saúde Mental da Universidade de Campinas (Unicamp-SP), os workaholics sofrem do que ela chama de síndrome da pressa e podem desenvolver compulsão pelo trabalho. Segundo ela, são pessoas que querem executar diversas tarefas ao mesmo tempo e, por isso, estão sempre apressadas; profissionais que medem seu sucesso por conquistas materiais, o que gera desgaste físico e emocional. Como conseqüência, observa a médica, podem desenvolver ou agravar hipertensão, são mais suscetíveis a problemas cardíacos, sem falar em ansiedade, insônia e dores musculares.
Há formas de controlar ou minimizar o problema, ensina Maria Elenice. A primeira é praticar atividade física, que produz substâncias que melhoram o sono, entre outras funções do organismo. Ela recomenda também uma alimentação rica em frutas e verduras, além de programas relaxantes, que dêem prazer, como leitura, jardinagem e afins.
Para Geraldo Posseidoro, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a compulsão por trabalho é tão grave quanto qualquer outra, como por jogo, sexo ou drogas, mas é socialmente aceita, já que as pessoas não conseguem viver sem trabalho.
Iaci Rios, consultora de recursos humanos da DBM, empresa especializada em gestão, afirma que muitos profissionais confundem a compulsão pelo trabalho com trabalhar duro. Na visão dela, a diferença não está na carga de trabalho ou na função ocupada, mas nas características individuais. É preciso, diz, verificar em que medida o trabalho compromete a vida da pessoa e se assume os lugares que deveriam caber à família, ao lazer ou mesmo à reciclagem profissional.
Em outro nível estão pessoas que trabalham duro e muitas em funções com alta carga de estresse, mas nem por isso fazem do trabalho sua única razão de ser. Ela acredita que ser workaholic, ou pior, um trabalhador compulsivo, não garante melhores resultados, mas reconhece que poucas organizações perceberam o detalhe. "A maioria ainda valoriza a entrega do profissional", afirma.
Segundo Iaci, uma maneira de o trabalhador voltar a ter controle sem dar sinais de perda da importância dentro da organização, é refletir sobre seu estado de ânimo. Caso esteja descontente, deve identificar o motivo da insatisfação e procurar resolvê-lo. Outra medida, opina, é fazer a relação entre o gasto de energia na realização de uma tarefa e o resultado obtido.
COMPULSIVOS QUE MUDARAM DE VIDA
Em dezembro de 2002, o executivo Leonel Costa, então com 39 anos, ouviu a conclusão do resultado de seu check-up e o que aconteceria se não levasse uma vida mais saudável, mas deu de ombros. Preferiu procurar outro médico porque achou que aquele exagerara. O fez e, depois de uma segunda análise dos índices presentes nos exames, escutou algo familiar: "Se você não fizer exercícios, vai morrer".
Foi quando Costa decidiu mudar de vida. Diminuiu o horário de trabalho que, de segunda a sexta-feira, começava às 7h e terminava por volta das 22h, procurou orientações para reeducação alimentar e passou a praticar esportes.
Cinco anos depois e com novos hábitos, ele lembra daqueles tempos sem saudade. Era uma rotina estressante, recorda. "Certa vez, uma de minhas filhas perguntou a minha esposa por que eu não me mudava para o escritório, já que vivia mais lá que em casa", diz. Hoje com 20 quilos a menos, diminuiu a jornada de trabalho, que vai das 9h às 19h, com intervalos regulares para refeição.
Outro que mudou a rotina é Felipe Assumpção. Aos 52 anos, o executivo se diz orgulhoso por administrar a própria vida. Trabalha cerca de cinco horas diárias, de segunda a quinta-feira, e três às sextas-feiras, quando por volta de meio-dia vai para uma propriedade que tem no interior de São Paulo. Além disso, joga tênis duas vezes por semana e freqüenta academia.
Embora reconheça que o conforto de hoje é resultado de esforços passados, quando trabalhava das 8h às 23h30 invariavelmente, Assumpção diz que entre 1988 e 2004, seu ritmo de trabalho trouxe problemas de saúde. Só úlceras foram três. "Estava sempre ligado, trabalhava até durante as férias", conta.
Pai de quatro filhos, de 20, 17, e um casal de gêmeos com três anos e meio, fruto do segundo casamento, Assumpção diz que não viu os mais velhos crescerem. "Nunca fui a festas de escola ou coisas do tipo."
BOXE 1
MERCADO
O workaholic não vê limites para não parar de trabalhar: qualquer hora é hora, qualquer lugar pode servir e, no meio de tudo isso, saúde, relações familiares e sociais e qualidade de vida acabam prejudicadas. A rotina frenética de um fanático por trabalho muitas vezes leva a uma alimentação desequilibrada. Portanto, é preciso fazer uma reeducação nesse sentido. Aliar a prática de exercícios a uma dieta balanceada ajuda. Especialistas concordam que a atividade física é uma das melhores formas de se combater a compulsão pelo trabalho. Porém, essa recomendação, isoladamente, pode não ser suficiente para recuperar a saúde de quem entrou nesse círculo vicioso.
O sono também é muito importante e deve ser respeitado para que o organismo reponha as energias perdidas durante a jornada profissional e reduza a ansiedade. O compulsivo por trabalho também deve aceitar que necessita de lazer e tem de aprender a dividir seu tempo com hobbies, por exemplo. De qualquer forma, o primeiro passo é estar consciente de que uma mudança de comportamento se faz necessária.
BOXE 2
ATITUDE
O psicanalista Geraldo Posseidoro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que para aquelas pessoas que não têm disposição de realizar atividades físicas ou não obtiverem resultado a partir delas, o melhor é procurar um especialista. Isso porque, segundo ele, não há comprovação de que a compulsão possa ser ao menos amenizada a partir da iniciativa do próprio workaholic.
Em muitos casos, uma terapia pode auxiliar o compulsivo a abandonar padrões de comportamento prejudiciais e adotar atitudes mais positivas no dia-a-dia. Com uma vida mais equilibrada, até a tão desejada produtividade do trabalhador compulsivo pode ser melhorada.
BOXE 3
TESTE: VOCÊ É UM WORKAHOLIC?
Você tem dificuldade de relaxar ou repousar no seu tempo livre e evita tirar férias?
Faz muitas coisas ao mesmo tempo e marca o maior número de compromissos no menor espaço de tempo possível?
Releva a vida pessoal e familiar em prol do trabalho?
É agressivo ou muito competitivo no trabalho?
Trabalha ou lê quando come, ou antes de dormir?
Tem dificuldade em estabelecer limites de horários para trabalhar?
Teme a aposentadoria?
Sente-se culpado quando relaxa ou não trabalha?
Se você respondeu "sim" em pelo menos três questões, fique alerta: você está entrando no limite do workaholismo.
Caso a resposta tenha sido positiva para a maioria das questões (5), você apresenta as características de um workaholic. Cuidado: sua carreira e sua saúde podem estar em perigo. Procure aconselhamento com familiares, amigos e colegas de trabalho sobre o seu comportamento e a sua rotina. E não deixe de consultar um especialista.
(Fonte: Catho Empregos)
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Motivação: uma programação mental eficiente Francisco Johnson Gonçalves Ferreira
Então, levando em consideração que a motivação é algo que parte de dentro do indivíduo, surge a pergunta: o que o colaborador pode fazer para sentir-se motivado?
A proposta é que se faça uma programação mental eficiente. Uma mudança de paradigma sobre alguns aspectos.
1º - O Querer:Parece óbvio, mas se alguém tem o desejo de conseguir alguma coisa é imprescindível que possua um constante desejo em adquirir aquela coisa. Daí a importância de cada um ter bem definido um claro planejamento de vida e de trabalho. Saber o que se quer; isto é: ter foco.Embora algumas pessoas desconheçam, todo ser humano possui uma grande força interior, a força do querer, o desejo permanente para conseguir atingir os objetivos, que é diferente de ter vontade. Quando se tem apenas vontade, a tendência é acomodar-se ficando apenas na vontade mesmo. Para conseguir, é preciso um pouco mais. Além de ter vontade é preciso reunir as condições necessárias para conseguir tal feito. É persistir no querer.Portanto esse é o primeiro passo e o mais importante para manter-se motivado: Querer verdadeiramente ser uma pessoa motivada e trabalhar diariamente para isso.
2º - Pensamento Positivo:Aquele que está otimista está motivado. Aquele que vive reclamando, mais parece que atrai uma quantidade ainda maior de problemas e as pessoas se distanciam dele. Ninguém gosta de ficar próximo a pessoas pessimistas.Por isso é essencial ter atenção sobre aquilo que pensamos. Uma maneira para conseguir ter em mente mais pensamentos positivos começa por ter atenção naquilo que falamos. Evitar reclamações e dar menos atenção a detalhes desnecessários frente à imensidão do sentido dos fatos, é um bom começo.Para modificar esse quadro, faz-se necessário que ele se conscientize da importância de valorizar aquilo que é realmente importante. Que busque o sentido maior a que se propõem os acontecimentos e que saiba que a modificação desse tipo de atitude negativa é inteiramente possível e treinável.
3º - Ser um eterno Aprendiz:Mesmo com o passar dos anos e o acúmulo de experiências adquiridas, manter-se como aprendiz é uma postura bastante nobre e motivadora. Quando o profissional passa a acreditar que já conhece tudo sobre a função, o setor e a empresa em que trabalha, às vezes, este passa a entrar numa rotina de insatisfação. Acaba por não manifestar interesse em participar de programas de treinamento ou atualizações, o que resulta num profissional amargo, resistente a mudanças e viciado na rotina; portanto, desmotivado.Uma maneira que esse tipo de profissional mergulhado na prepotência pode encontrar para combater a sua própria arrogância começa ao identificá-la. E para muitos, isso não é uma tarefa fácil. Devido a construções sociais de fortes estruturas mentais e a formação de mecanismos de defesa, algumas pessoas têm extrema dificuldade no que diz respeito a perceberem defeitos nelas mesmas. Uma dica para conseguirem tal feito é desconfiarem de si mesmas. É realizarem uma autocrítica perguntando-se: Será que eu sou assim?Aquele que é humilde o bastante para reconhecer que não sabe de tudo e que tem muito a aprender, vive plenamente em busca de aperfeiçoamento. Não sofre com os erros cometidos, pois aproveita as eventuais falhas cometidas para colher algum aprendizado e isso faz parte da visão das pessoas motivadas.
4º - Aceitação a feedback:A maneira mais eficaz para lidar com esse tipo de situação é aprender a receber críticas e a gostar delas, encará-las como um trampolim para o sucesso. Quando os nossos superiores na empresa tecem comentários expondo algo que não gostaram no nosso trabalho ou no nosso comportamento, encarar isso como forma de auxílio é a opção mais adequada. Mas não estou falando de fingimento. O ideal é que esse feedback seja recebido com um sentimento sincero e que sirva como apoio para a melhora na postura profissional.É comum para algumas pessoas ficarem irritadas e até mesmo magoadas nesses momentos. Ora por receber críticas indevidas ou acusações inverídicas ou simplesmente por levarem para o lado pessoal qualquer comentário a cerca do seu trabalho. Estas pessoas costumam encaram as críticas como ofensas.Para que isso não aconteça o colaborador deve desenvolver a capacidade de peneirar, separar aquilo que é útil para o seu crescimento e desconsiderar aspectos irrelevantes permanecendo com a consciência tranqüila com relação ao trabalho que vem desenvolvendo, mesmo que este ainda não esteja sendo reconhecido de forma adequada.Neste artigo foi abordada uma forma de melhor posicionamento dos colaboradores para que trabalhem mantendo-se motivados. Entretanto, sabemos que fazer com que essa energia permaneça crescente, faz-se necessário que a organização e o setor de RH contribuam de maneira fundamental. Mas esses aspectos são temas para um outro artigo.
Postado por Daniela às 19:24 0 comentários
Motivação: realização profissional e pessoal
RH.COM.BR - No mercado, observa-se que é significativo o número de contratações e promoções que frustram as expectativas tanto das empresas quanto dos profissionais. Onde está a raiz desse problema?Dieter Kelber - Na realidade, observa-se que esta situação já vem de algum tempo, quando houve uma sensível redução dos postos de trabalho disponíveis e um crescimento constante, a cada ano, da mão-de-obra disponível. Assim, cada vez mais os profissionais colocaram como meta principal a conquista de um trabalho que garantisse a sua sobrevivência econômica, independentemente se havia ou não um alinhamento de suas vocações natas, ou seja, suas motivações internas com as atividades que deveriam executar. Ou seja, observamos o atendimento da tão conhecida necessidade básica de Maslow, a sobrevivência. Então, podemos afirmar que estamos confrontados com dois problemas-chaves: o primeiro que é o desalinhamento entre as motivações internas e as atividades a serem executadas; e o segundo que não há alternativas suficientes de postos de trabalho para que se possa, ao menos, procurar minimizar esse desalinhamento. No que se referem às promoções frustradas, elas seguem as mesmas causas, onde por medo de se dizer um não, acaba-se aceitando novos desafios muitas vezes incompatíveis com nossas vocações. Nem todas as pessoas têm inclinações para a gestão ou liderança, por exemplo.
RH - Que outros fatores interferem para que essa situação permaneça acentuada no mercado?Dieter Kelber - Talvez devamos fazer uma reflexão se a falta de autoconhecimento, cada vez maior, dos jovens sobre suas inclinações, quando vão escolher uma profissão para estudar, seja numa universidade ou escola técnica, não é levada adiante quando ingressam no mercado de trabalho. Quando nós tínhamos um núcleo familiar tradicional, ou seja, uma família onde o pai trabalhava e a mãe cuidava da casa, era mais fácil acompanhar o desenvolvimento dos filhos e perceber de alguma forma as atividades que mais gostava de executar. E, assim, acabavam sendo bons conselheiros na hora da escolha da profissão. Também é preciso reconhecer que naquela época o mercado de trabalho era mais cartesiano, com profissões claramente definidas, e, o principal, com muitas alternativas para serem selecionadas. Hoje os jovens são muito mais independentes, mas também mais inseguros. Embora tenham mais informações que as gerações passadas, a mudança da estrutura familiar e das características do mercado de trabalho - menos cartesiano, mais multidisciplinar e multicultural, com menos níveis hierárquicos e mais responsabilidades iniciais - deixaram eles mais imaturos para ingressaram com a correta motivação numa organização. Evidente, é preciso ressaltar, que o desenvolvimento do autoconhecimento e da maturidade correlata varia de pessoa para pessoa, tanto do ponto de vista de suas características genéticas ou do contexto histórico-social em que se situa.
RH - O que mais pesa no desempenho de um profissional: a motivação externa ou a interna?Dieter Kelber - Acredito que todos concordam que quando fazemos algo que gostamos, a possibilidade de termos um bom resultado é maior do que quando executamos uma atividade pela qual não temos o mínimo prazer. Também nos parece razoável dizer que o trabalho não é meramente um instrumento de sobrevivência, e sim uma forma de se ter uma realização pessoal e profissional. Ainda podemos afirmar que todas as pessoas de sucesso - aquelas que atingiram os resultados almejados -, independentemente de terem alcançado ou não qualquer nível de riqueza material, simplesmente amavam o que faziam. As pessoas almejam sucesso, pois este leva até patamares mais elevados de maturidade. Aqui é importante ressaltar que não devemos confundir sucesso com fama. Eu posso, por exemplo, ser famoso por fazer tudo errado. Mas jamais terei sucesso fazendo tudo errado. Entrando, no cerne da sua pergunta, o que as empresas querem e precisam ter é o famoso ROI, ou seja, o retorno de investimento. Lucro. As pessoas, por seu lado, sucesso. Então, se a motivação interna está alinhada com as atividades, o profissional terá sucesso e conseqüentemente contribuirá de forma significativa para que as empresas alcancem os seus resultados. A motivação externa é um remédio que tem poucas chances de trazer o alinhamento que mencionamos.
RH - O Sr. pode citar um exemplo, para quem ainda confunde fama com sucesso?
RH - A motivação interna é um reflexo da motivação externa ou vice-versa?
RH - Essas duas formas de motivação entram em conflito?
RH - Então, qual a alternativa para solucionar essa questão?
RH - Nesse cenário, onde o líder se encaixa?
RH - Já que os temas motivação-carreira estão intimamente relacionados, não podemos deixar de focar a participação do profissional de RH. De forma prática, como a área deve atuar no dia-a-dia para que empresa e funcionários tenham suas necessidades atendidas?
RH - Se cada pessoa possui uma necessidade específica, que procedimentos a área de RH deve adotar ao implantar um programa motivacional?
RH – Algum recado final para nossos leitores?
Postado por Daniela às 19:06 0 comentários
Para o sucesso Profissional Casar é preciso Marizete Furbino
Como cada ser humano é ÚNICO, com seus anseios, talentos e objetivos, tem muito a contribuir com a organização. Os funcionários recebem novos títulos – o de colaboradores – e estes, que de fato merecem jus a este nome, devem ser comprometidos e envolvidos com a organização, cada vez mais participativos da gestão organizacional, contribuindo sempre com suas idéias e sendo verdadeiros empreendedores dentro da própria organização onde exercem suas funções. É preciso apostar e investir em cada ser humano que está envolvido no processo organizacional. Por isso, hoje, o maior investimento que uma empresa pode fazer é nas pessoas.
Sabemos que hoje, a maior commodity de uma empresa chama-se conhecimento, e é através deste que as organizações conseguem galgar vôos e se tornarem sólidas neste mercado onde a competitividade é tão acirrada. “Nos momentos de crise, por exemplo, as empresas devem ficar antenadas ao seu maior patrimônio” - as pessoas” e não se desfazerem delas. É necessário lembrar que, as pessoas são os pilares ou esteios que sustentam uma organização e que ao se desfazerem dessas, a tendência é submergir, contribuir para que a organizar chegue ao caos.
Em meio às constantes mudanças em que vivemos no século XXI, o importante é saber selecionar, saber recrutar, saber investir, saber manter e saber reter as pessoas dentro de uma organização, pois elas são os esteios da mesma.
Enxergar que o colaborador é o maior ativo intangível em uma organização e saber relacionar adequadamente talentos existentes e áreas de atuação é primordial para que a empresa torne-se competitiva. Um dos grandes desafios para as empresas do século XXI, além de proporcionar condições para que os colaboradores executem suas ações com eficiência e eficácia, é o de fazer com que toda a organização reconheça e valorize cada funcionário como colaborador, como uma pessoa que possui talentos valiosos. Existe ainda um outro desafio que não pode ser esquecido, ou seja, procurar fazer com que todos os departamentos e pessoas executem suas ações de forma interagida e integrada, conscientes do mesmo rumo a seguir e perseguindo os mesmos objetivos. Portanto, todos dentro de uma organização devem falar uma mesma linguagem, garantindo e canalizando esforços para o alcance das metas propostas.
É preciso descortinar o passado, retirar os velhos hábitos, que podem ser prejudiciais nesta nova era. É fundamental adotar de forma urgente e emergente a gestão por competência, onde toda a organização segue uma lógica única, investe na formação dos profissionais, cujo objetivo é atender às demandas de negócios com eficiência e eficácia, contribuindo assim, para agregar valor à empresa e fazer o diferencial no mercado.
Endomarketing - Na era do conhecimento, praticar endomarketing dentro da organização é hoje fator sine qua non de sucesso. O endomarketing é uma ferramenta do marketing dirigida ao público interno das organizações, cujos objetivos são: atrair, manter e reter os clientes interno e externo; obter resultados favoráveis à empresa e além de gerar qualidade significativa do produto ou do serviço prestado.
As ações de endomarketing buscam a satisfação do público interno e o seu comprometimento com os objetivos organizacionais, contribuindo assim, para que todos trabalhem em sintonia, em prol de um melhor atendimento ao cliente externo, buscando cada vez mais a excelência.
Para alcançar sucesso dentro da organização os gerentes têm que agir como líderes, uma vez que estes além de comprometidos e envolvidos com toda organização devem ter ciência da importância de delegar de tarefas, criando um vínculo de confiança entre todos os envolvidos no processo. O resultado será um só: aumento de produtividade com qualidade.
É preciso que a empresa valorize o funcionário, para que este passe a ser de fato um colaborador. Também é preciso que o colaborador valorize a organização em que está inserido, para que ele não apenas passe pela organização, mas deixe a sua contribuição. Portanto, ambos deverão realizar um “casamento” que impregne a harmonia e outros sentimentos que expressem e contribuam para manter o relacionamento como, por exemplo: respeito, confiança, carinho, admiração, fidelidade, criatividade, transparência nas ações, muito diálogo e maturidade. Caso contrário, corre-se o risco de chegar à mesmice e desmoronar toda a relação, arruinando a mesma.
Assim deve ser a vida organizacional - um casamento perfeito entre colaborador e organização, onde os objetivos estejam claros, definidos e sejam perseguidos. Onde cada um sabe exatamente o que fazer para contribuir com o todo e se preocupe em alcançar sempre a eficácia em prol da qualidade, sabendo exatamente o caminho que precisa ser percorrido e que estratégias devem ser utilizadas.
Sentir amor pela organização em que está inserido, pela função/atribuição é imprescindível, pois quando o amor é verdadeiro e forte é possível superar obstáculos e seguir em frente.
Postado por Daniela às 18:37 0 comentários
sábado, 15 de setembro de 2007
Blindada contra o stress
Do jeito que as coisas andam, inventar uma estratégia para lidar com as pressões profissionais é uma questão de sobrevivência. Você já tem a sua? Estas mulheres, sim. Pode copiar qualquer uma das táticas, porque todas funcionam!
por Sibelle Pedral e Cristiana Felippe fotos Karine Basilio
Chefes opressores, prazos apertados, pressão para cortar custos, o medo do desemprego... A vida de quem trabalha fora é uma coleção de situações de stress. As mulheres não escaparam dessa espiral - nem têm como. Segundo o último censo do IBGE, divulgado em 2001, 26% das famílias brasileiras são comandadas por mulheres. "Com tanta responsabilidade, elas estão mais sujeitas ainda ao stress", afirma Iêda Novais, consultora de Recursos Humanos. Não são poucos os casos como o da empresária gaúcha Marieta Germani, que, após a separação, assumiu o negócio que antes era tocado por ela e pelo marido, uma oficina de carros de corrida - e foi parar, doente, no hospital, com desmaios freqüentes. "Assisti a tudo e, quando entrei no mercado de trabalho, decidi que não iria acontecer comigo", conta a filha, Patrícia Germani, promoter de uma casa de música eletrônica em São Paulo. Sempre que o stress ameaça tomar conta, Patrícia usa suas armas (leia a seguir). Pressionadas pela necessidade, muitas mulheres, como ela, inventaram estratégias de blindagem. Com isso, além de melhorar a qualidade de vida, ainda ganham pontos nas empresas. "As mulheres mais calmas e com maior jogo de cintura estão sendo muito valorizadas", diz Iêda Novais. Portanto, quando o clima pesar, experimente as idéias das nossas entrevistadas e blinde-se também!
O choque da montanha-russa Você pode dizer que assim é fácil - afinal, Laura Rocha, 44 anos, é gerente de marketing e eventos especiais do Playcenter, um megaparque de diversões em São Paulo. Verdade. Não é toda hora que a gente encontra uma montanha-russa pela frente. Mas, se pintar uma oportunidade, não deixe escapar. "É uma grande descarga de adrenalina seguida de um imenso alívio", garante. Além de planejar campanhas promocionais e viver pressionada por prazos e resultados, Laura ainda tem que administrar os humores de São Pedro, já que dia de chuva é complicação na certa. "Se estou muito tensa, entro na montnha-russa e saio leve." Viva o verde Para manter o espírito firme e transmitir serenidade aos clientes - entre eles executivos tensos e celebridades aflitas -, a terapeuta capilar Patrícia Maciel, 41 anos, encheu sua sala de plantas. "Fechei minhas varandas com bambus e muito verde. Aqui, os passarinhos cantam o dia todo", conta ela, cujo trabalho consiste em buscar e tratar as causas físicas e emocionais da queda de cabelo. "Esse clima faz bem para os clientes e ainda funciona como meu fio terra."
Um chocolate e... pronto! Na hora em que a empresária de moda Vera Queiroz, 28 anos, se sente prestes a explodir, ela não hesita: desarma a bomba com um chocolate. Dona de uma loja de roupas, Vera está sempre às voltas com os altos e baixos do mercado. "Chocolate me acalma", diz. "Acalma mesmo", confirma a nutricionista Andrea Rabay, de São Paulo. "Ele induz a produção de serotonina, substância que desencadeia sensações de bem-estar." Gritar faz bem Patrícia Germani, 29 anos, organiza festas para 5 mil pessoas na casa noturna Manga Rosa, em São Paulo. Seu trabalho é diurno: vende grandes lotes de ingressos, peneira os melhores convites e cuida da divulgação. Se a tensão começa a ficar insuportável, ela vai até a pista de dança - sempre vazia de manhã e à tarde - e grita. "Depois, xingo as paredes e mantenho diálogos imaginários com as pessoas", revela. "Volto leve e recomeço bem mais tranqüila." Meditar é remédio Vice-presidente de operações da EDS, empresa que presta serviços na área de tecnologia de informação para a América Latina, a executiva Maria Fernanda Teixeira, 49 anos, trabalha sob a pressão das grandes decisões. Ela encontrou alívio e sabedoria na meditação, que pratica sempre que o stress aperta. "Meditando, aprendi a me controlar e a não tomar decisões precipitadas. Mesmo que meu diretor queira uma resposta imediata, peço uns minutos para pensar melhor. Sempre dá certo." A oração aquieta A prática espiritual é fundamental para a católica Edília Cristina de Carvalho, 28 anos, manter o equilíbrio como agente de segurança do metrô de São Paulo. Pelo menos três vezes por semana, ela freqüenta a igreja para lidar melhor com os riscos da profissão. "Oro para que a estação não seja assaltada e para não perder a calma com os usuários que me tratam com grosseria", conta. "Graças a esse alimento espiritual, vejo que até nas horas difíceis podemos aprender alguma coisa."
Um cochilo para desanuviar Dona de uma operadora de turismo, Yolanda de Oliveira, 55 anos, enfrenta confusões com companhias aéreas e hotéis lotados com um truque inesperado: uma soneca de 20 minutos. "Quando preciso resolver alguma complicação, me deito no sofá de uma salinha e durmo", conta. A técnica, segundo ela, foi extraída da biografia do primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que cochilava até durante os bombardeios alemães a Londres. Melhor: acordava transbordando de idéias sobre estratégias de guerra. Como desligar a mente no meio de um dia agitado? Yolanda recomenda fechar os olhos, imaginar paisagens, mentalizar o ruído de água, respirar bem fundo e ir relaxando devagar até dormir. A ioga pode tudo A executiva Manzar Feres, 40 anos, da divisão de consultoria da IBM, descobriu a ioga há dez anos - e até hoje faz algumas posições no escritório. "Minha preferida é a do elefantinho, que consiste em girar o corpo e balançar os braços. Melhoro na hora", conta. Além disso, a ioga ensinou Manzar a controlar a respiração. Em reuniões difíceis, nossa tendência é mudar o ritmo da respiração, o que embaralha o raciocínio e abre brechas para outros tirarem proveito da nossa fragilidade momentânea", explica. Ela também faz alguns alongamentos durante o dia para evitar que o corpo trave de tanta tensão. Se não for assim, a gente adoece."
Já pensou em lutar caratê? Mais do que uma arte marcial, o caratê contempla uma filosofia de vida baseada no equilíbrio e na harmonia interior. A farmacêutica Regina Schaefer Guedes, 44 anos, apela para os ensinamentos de seu mestre quando parece muito difícil conciliar os três "empregos" - ela administra uma rede de farmácias de manipulação, uma distribuidora de cosméticos e cuida do desenvolvimento de linhas de produtos para clientes especiais. "O caratê é a arte de ultrapassar metas e inspira minha postura no trabalho", diz ela. "É um treinamento pesado para vencer."
Movimentos pela paz O esporte é a válvula de escape da pediatra Jane de Eston Armon, 55 anos, para lidar com as pressões do cotidiano. Ela se levanta todos os dias às 5h20 para fazer uma hora e meia de ginástica na academia. Assim, o organismo libera endorfina, substância responsável pela sensação de prazer, o que me deixa calma durante todo o dia de trabalho", conta. A professora de inglês Maureen Silva, 53 anos, usa uma tática parecida: vai para o trabalho a pé. "Andando, planejo melhor o meu dia e crio estratégias para enfrentar as dificuldades", diz.
Foco nas metas O trabalho da bancária Wanesca Lanis Valadão, 26 anos, é dos mais desgastantes: ela resolve por telefone os abacaxis dos clientes da instituição para a qual trabalha. É raro o dia em que encerra o expediente sem ter ouvido cobras e lagartos de correntistas. "Não perco a calma", reflete. "Meu truque é contar até dez e lembrar das metas da minha carreira. Quero crescer, ter economias, comprar um apartamento." A força que vem da empresa Que o funcionário estressado não produz bem, algumas empresas já sabem. Por isso, criaram estratégias para aliviar a tensão no ambiente de trabalho. Muitas já possuem academias de ginástica ou no mínimo oferecem sessões de massagem, aulas de ioga, tai chi chuan e até psicólogos para ajudar nas horas mais problemáticas. Os funcionários valorizam a iniciativa e estreitam o vínculo com a companhia. "Temos academia de ginástica e sala de convivência, um espaço para relaxar ouvindo músicas ou vendo um DVD. Assim, contribuímos para diminuir as tensões do dia-a-dia do funcionário", diz Marilena Vidal, gerente de RH da Indiana Seguros S/A. "As palestras sobre prevenção de doenças e qualidade de vida no trabalho também ajudam no combate ao stress." Na sede da Serasa, os funcionários têm aulas de ginástica laboral três vezes por semana. Eles também podem fazer acupuntura e aulas de postura durante o expediente. "Queremos evitar decisões precipitadas, frutos da impulsividade gerada pelo stress", diz a gerente corporativa social da Serasa, Márcia Tedesco dal Secco. Se o funcionário ganha qualidade de vida, a produção aumenta."
setembro de 2004
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Postado por Daniela às 22:20 0 comentários
