domingo, 4 de novembro de 2007

É possível conciliar vida profissional e pessoal Por Marcos Burghi

São Paulo, 01 (AE) - Embora sempre haja quem cite de bate-pronto duas ou três exceções, a principal regra para o sucesso profissional ainda é transformar esforço e dedicação em resultados. Nessa busca pelo bom desempenho, muitos trabalhadores deixam de lado a vida pessoal, mas especialistas dizem que, com certos cuidados, é possível atingir o objetivo sem abdicar do convívio familiar e do lazer.
Para Camila Mariano, consultora de Recursos Humanos da Catho Online, a primeira tarefa é definir claramente objetivos pessoais e profissionais e reservar tempo para ambos.
A consultora recomenda que, feito isso, as divisões sejam respeitadas e, principalmente, aproveitadas. Segundo ela, o tempo dedicado ao trabalho deve ser utilizado para que os esforços se convertam em resultados para a equipe e para a empresa. Da mesma maneira, observa, a pessoa deve desfrutar ao máximo os momentos de lazer em família ou com os amigos.
Para quem não acredita na possibilidade, Camila esclarece que se a pessoa direcionar corretamente seus esforços no trabalho poderá mostrar ou colaborar para resultados em seu horário normal de expediente, sem ter de prolongar a permanência na empresa.
Ela também lembra que horas extras significam mais custo para as empresas, o que pode levar a uma avaliação de deficiência de desempenho do funcionário.
A consultora reconhece que há momentos que o equilíbrio pode ser quebrado, mas também de forma planejada e por tempo determinado. Caso o empregado almeje promoção, lembra, terá de mostrar o máximo de dedicação, o que talvez tenha de traduzir-se em horas diárias a mais de labuta. O inverso, diz, também pode acontecer. Uma mulher que esteja grávida pode diminuir seu ritmo em função do futuro bebê, sem que seja vista como funcionária de menor capacidade.
Caso o empregado saiba algumas de suas tarefas de antemão deve planejar a execução de forma a aproveitar melhor o tempo, recomenda Camila. "As empresas preferem quem traga resultados no período normal de trabalho."
TODOS OS LADOS - Para o psicólogo José Roberto Leite, especialista em medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para a pessoa ter êxito, ela deve gerenciar diversos aspectos da própria vida. O profissional é apenas um entre tantos outros. Leite informa que também são fundamentais os cuidados com o organismo e com o lado psicológico, com controle sobre as reações, principalmente aquelas que levam ao estresse. Ele observa que a dedicação à vida profissional deve andar acompanhada de momentos voltados ao convívio pessoal. "Se uma delas for tratada com mais importância, a outra vai perder", garante. Na opinião dele, os objetivos profissionais devem estar claros. Ele acredita que todos podem sonhar, mas sem exageros e que progresso é importante, desde que não traga problemas.
BOXE 1: APROVEITE O MELHOR DO SEU TEMPO
A consultora de Recursos Humanos Camila Mariano e o psicólogo José Roberto Leite dão a receita para conciliar vida pessoal e vida profissional sem sofrimento.
1 - Defina claramente seus objetivos, tanto os pessoais como os profissionais.
2 - Organize o tempo que pretende gastar na conquista de suas metas.
3 - Depois de estabelecer os objetivos dedique-se ao máximo a cumprir o caminho até atingi-los.
4 - Saiba separar vida pessoal e vida profissional. Lembre-se que nem todos seus colegas de trabalho são seus amigos.
5 - Fique atento para definir possíveis momentos em que
possam ocorrer desequilíbrios entre o trabalho e a vida pessoal. Não deixe de ter claro que as descompensações são
temporárias.
6 - Conheça a si mesmo melhor por meio de exercícios de
relaxamento e meditação, que podem ser feitos num final
de tarde.
7 - Faça uma análise crítica de sua forma de ver as coisas. Muitas vezes certos problemas são frutos da maneira como vemos as coisas e não de situações reais.
8 - Não defina sua conduta em função do que os outros possam pensar.
9 - Trace um plano de ação e ponha-o em prática.

Problemas de relacionamento podem aumentar risco cardíaco Por Mar Gamez / EFE

Até o momento, a maioria dos estudos tinha sido centrada em assinalar as virtudes de viver em casal. Sempre se afirmou que as pessoas que passam sua vida ao lado de um parceiro, da família e de amigos gozam de melhor saúde que aquelas que, por diferentes circunstâncias, decidem viver na solidão.
Mas um estudo publicado recentemente assegura que as relações amorosas também podem acabar prejudicando o coração de algumas pessoas.
Segundo um grupo de cientistas britânicos, as discussões, os gritos e os conflitos constantes com o parceiro aumentam em 34% o risco de ataques cardíacos ou dores no peito.
Aparentemente, as brigas e as críticas geram estresse e ansiedade nas pessoas que convivem com isso regularmente e isto aumenta a probabilidade de sofrer de doenças cardíacas. Isto foi comprovado com uma pesquisa desenvolvida no Reino Unido e publicada na revista americana "Archives of Internal Medicine".
Para chegar a estas conclusões os cientistas estudaram o caso de mais de nove mil britânicos, que responderam a perguntas sobre alguns dos aspectos mais negativos de suas relações.
Analisaram seu nível de confiança, sua percepção de apoio mútuo e outras variáveis como idade, sexo e profissão, e seguiram a evolução de cada paciente durante mais de 12 anos para comprovar se eles desenvolviam algum problema de saúde.
No momento de iniciar o estudo, cerca de 500 pessoas apresentaram algum problema cardiovascular. Mas, para surpresa dos pesquisadores, outras 589 sofreram também algum transtorno em seus corações durante o acompanhamento.
Os cientistas descobriram que aquelas pessoas que apresentavam mais problemas em suas relações eram geralmente as mais afetadas por problemas cardíacos.
"Os resultados do estudo indicam que as relações íntimas negativas influem na condição cardíaca de uma pessoa", comentam os pesquisadores em seu trabalho.
MORRER DE AMORAs relações tormentosas, os gritos e as brigas constantes terminam com os relacionamentos mais sólidos e até mesmo com alguns corações. Mas a perda da pessoa amada também pode acabar com a vida de algumas pessoas.
Outros pesquisadores, neste caso da Universidade de Glasgow, na Escócia, asseguraram há alguns meses que as pessoas que ficaram viúvas atravessam por momentos críticos nos seis meses posteriores à morte de seu parceiro. Nos cinco anos seguintes, o índice de desenvolvimento de problemas cardíacos ou outras doenças também é maior.
A vida diária mostra muitos exemplos, alguns deles famosos, como o do casamento dos cantores e compositores americanos Johnny Cash e June Carter Cash, cuja célebre história de amor foi levada em 2005 ao cinema sob o título "Johnny & June".
O cantor, uma lenda da música country, não conseguiu sobreviver às complicações que se apresentaram em sua diabete e morreu aos 71 anos, apenas quatro meses depois da morte de sua esposa.
No entanto, alguns especialistas, como o cardiologista Cathy Ross, da Fundação de Cardiologia Britânica, quiseram matizar as afirmações científicas assegurando que a importância da questão está, em muitas ocasiões, mais em como se leva o luto do que na estrita dor da perda.
"Algumas pessoas começam a fumar mais, a beber ou a se alimentar pior", comentou à "BBC" o especialista, que assegura que em alguns casos são os maus hábitos dos viúvos que prejudicam gravemente sua saúde.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Tônicos naturais

Sex, 02 Nov, 09h36
Por Por María Jesús / Jesus Ribas / EFE




Chega de ficar cansado. Você sente sua energia indo embora ao longo dia e quando chega em casa se pergunta até quando conseguirá suportar seu atual ritmo de vida? Para ficar de pé todas as manhãs você tem que reunir forças no fundo do seu corpo e de sua alma? Falta de disposição pode ser sintoma de estresse - que esgota toda a energia do organismo -, de uma dieta pobre nos nutrientes necessários para o bom funcionamento do seu organismo ou até mesmo do tédio causado por uma rotina diária que o empurra para o sedentarismo e o desânimo.


Além disso, o esgotamento permanente não é resultado apenas de uma atividade profissional, social e familiar intensa. Ele pode ser decorrente de uma série de hábitos, atitudes e pensamentos que, pouco a pouco, vão consumindo suas reservas de energia.


Santiago Luis de la Rosa Iglesias, assessor em medicina natural da Academia Ibero-Americana de Medicina Biológica, dá dicas simples de como "recarregar as baterias" e de fazê-las durar o maior tempo possível:Desfrute de um sono reparador.


Dormir menos que as oito horas recomendáveis é um hábito que causa problemas de concentração, lapsos de memória, irritabilidade, fadiga e queda na imunidade. Além disso, o organismo funciona regido pelos ciclos do sono e da vigília, durante os quais produz diferentes tipos de hormônio. Se a pessoa não descansa o suficiente à noite, o corpo não recupera a energia gasta durante o dia e acaba tendo seu funcionamento prejudicado.


Anime sua vida sexual
Fazer sexo com regularidade pode ajudá-lo a ter um rápido e prazeroso pico de energia. O orgasmo aumenta os níveis do hormônio oxitocina, que aumenta a vitalidade. O sexo também ajuda a pessoa a ter um sono de qualidade. Mas, caso você não esteja disposto a praticar, experimente um abraço. Os níveis de oxitocina aumentam ate com simples carícias.


A primeira refeição é fundamental
Se não você não toma café da manhã ou não come direito nessa hora, provavelmente não terá um bom começo de dia devido à ingestão insuficiente dos nutrientes necessários para sua atividade física e mental. Além disso, estará faminto na hora das outras refeições ou ficará beliscando até o almoço. Para ter energia e boa disposição, no desjejum, combine frutas frescas, alimentos lácteos e cereais.


Mantenha o sedentarismo longe
Quando você faz exercício, seu corpo lida melhor com o que lhe causa estresse e desgasta sua energia. Faça exercícios pelo menos três vezes por semana, durante 30 minutos. O que quer que seja – caminhada, cooper, bicicleta, esteira ou outro exercício aeróbico –, comece, mas numa intensidade que não canse. Para os mais dispostos, a ginástica estimula: comece treinando 5 minutos e logo vai estar querendo treinar por mais tempo.


Fuja dos "ladrões de vitalidade"
Existem colegas de trabalho, parentes ou amigos que consomem sua energia psicológica e emocional com queixas, vitimismo ou visão negativa ou pessimista da realidade. Se você não tiver como não re relacionar com essas pessoas, faça um trabalho mental e conscientize-se de que esse comportamento é característico dessas pessoas, não seu.

sábado, 22 de setembro de 2007

Amigos, anjos sem asas!

Amigos, anjos sem asas!
As vezes na vida qdo tudo parece perdido acontecem coisas q nos fazem pensar,existem pessoas maravilhosas sempre dispostas a te ajudar.
Essas pessoas parecem anjos vindos do céu q te protegem como um véu e jamais te deixam cair.
Nos levantam do chão e nos devolvem os sonhos muitas vezes perdidosNos trazem sonhos q até então julgavamos impossiveise nós mostram q td é possivelbasta apenas você querer,basta apenas acreditar,De um instante p outro vc verá q as coisas começam a acontecer como num passe de mágica,td se transforma em pura Alegria e vc passa a enchergar coisas q antes vc naum via.
Coisas q vc não imaginava existir,agora vc simplesmente pode sentir,agora são sua pura realidade,são realmente de verdade.Por mais q os outros digam q não, vc as tem ali ao seu alcance,Basta apenas estendermos os braços e abrirmos as mãos,Para podermos senti-las com o coração,e compartilha-las com os amigos.
Pois os verdadeiros amigos te darão as asas p tdo acontecer,por q nesse mundo td se sente, e td se vê,basta apenas vc acreditar no amor dos seus amigos. (Luana Zerbini e Dani Canalles)
Bom essa poesia foi uma produção independente conjunta com a minha querida sobrinha Luana, ficou tão interessante q resolvi publicá-la no blog, pensem nisso, bjs
Lú obrigada pela ajuda e inspiração, te amamos!!!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Amor à primeira vista - ou melhor, em meio segundo

NOVA YORK (Reuters) - Quem não acredita em amor à primeira vista vai pensar melhor depois de conhecer uma nova pesquisa, segundo a qual as pessoas levam meio segundo para decidir se acham outra pessoa bonita e se a consideram como um possível parceiro.
"O estudo chega aos aspectos perceptivos básicos na busca de parceiros", disse o psicólogo Jon Maner, da Universidade Estadual da Flórida, que chefiou a pesquisa. "Ele mostra o quão rapidamente, fortemente e automaticamente as pessoas ficam sintonizadas com a atratividade física, seja procurando parceiros ou guardando seus parceiros de potenciais rivais", disse ele em entrevista.
Os autores do estudo publicado na revista Journal of Personality and Social Psychology descobriram que as pessoas tendem a se fixar em rostos atrativos até meio segundo depois de vê-las, e então as qualificam como possíveis parceiros ou rivais.
No estudo, alunos universitários viam durante 1 segundo fotos de pessoas muito atraentes ou de aparência mediana, e então tinham de olhar para outras coisas. Ao medir o tempo de reação das pessoas, Maner e sua equipe conseguiram determinar que basta meio segundo para aferir se alguém é atraente.
Além disso, as pessoas tendiam a se fixar nos rostos atraentes por meio segundo a mais além do limite de 1 segundo.
Os universitários solteiros em geral se interessavam pelo sexo oposto. "[As muito atraentes] são o tipo de pessoa que podemos preferir como parceiros românticos, mas não significa que seríamos capazes de ter um relacionamento com elas, porque pessoas altamente atraentes são muito disputadas", disse Maner.
Já as pessoas envolvidas em um relacionamento afetivo pareciam, ao ver as fotos, mais interessadas nas pessoas do mesmo gênero. "[Em relação às pessoas mais bonitas] nós temos ciúmes e ficamos vigilantes, preocupando-nos com a infidelidade ao tentarmos guardar nossos parceiros", explicou Maner.
O estudo também mostrou as armadilhas da fixação visual, inclusive os efeitos negativos para a auto-estima quando se olha uma pessoa atraente do mesmo sexo. Segundo Maner, essa negatividade pode estar ligada a distúrbios como a bulimia.
Outro inconveniente é que as pessoas se tornam menos satisfeitas com suas atuais relações. "A evidência nos mostra que quando vemos alternativas atraentes aos nossos parceiros isso nos faz sentir menos satisfeitos e menos comprometidos com o nosso atual parceiro, o que claramente tem implicações para o sucesso da relação."
(Por Sharon Ho)

Os males físicos e mentais com o exagero do trabalho Por Marcos Burghi

São Paulo, 06 (AE) - A acirrada concorrência do mercado, aliada à pressão por resultados rápidos, faz com que muitos profissionais exagerem na dedicação ao trabalho, cumprindo longas e estressantes jornadas diárias. Para os chamados workaholics ('fanáticos' por trabalho), a correria diária torna-se parte da vida, mas quando foge ao controle pode trazer graves problemas à saúde e à vida familiar.
De acordo com a médica Lys Rocha, professora de Medicina do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o número de casos registrados pelo Ministério da Previdência Social como transtornos mentais relacionados ao trabalho saltou de 482, em 2000, para 3.701, em 2005 (pelos últimos dados disponíveis), aumento de cerca de 668%.
Na opinião da médica Maria Elenice Quelho Areias, supervisora do Departamento de Saúde Mental da Universidade de Campinas (Unicamp-SP), os workaholics sofrem do que ela chama de síndrome da pressa e podem desenvolver compulsão pelo trabalho. Segundo ela, são pessoas que querem executar diversas tarefas ao mesmo tempo e, por isso, estão sempre apressadas; profissionais que medem seu sucesso por conquistas materiais, o que gera desgaste físico e emocional. Como conseqüência, observa a médica, podem desenvolver ou agravar hipertensão, são mais suscetíveis a problemas cardíacos, sem falar em ansiedade, insônia e dores musculares.
Há formas de controlar ou minimizar o problema, ensina Maria Elenice. A primeira é praticar atividade física, que produz substâncias que melhoram o sono, entre outras funções do organismo. Ela recomenda também uma alimentação rica em frutas e verduras, além de programas relaxantes, que dêem prazer, como leitura, jardinagem e afins.
Para Geraldo Posseidoro, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a compulsão por trabalho é tão grave quanto qualquer outra, como por jogo, sexo ou drogas, mas é socialmente aceita, já que as pessoas não conseguem viver sem trabalho.
Iaci Rios, consultora de recursos humanos da DBM, empresa especializada em gestão, afirma que muitos profissionais confundem a compulsão pelo trabalho com trabalhar duro. Na visão dela, a diferença não está na carga de trabalho ou na função ocupada, mas nas características individuais. É preciso, diz, verificar em que medida o trabalho compromete a vida da pessoa e se assume os lugares que deveriam caber à família, ao lazer ou mesmo à reciclagem profissional.
Em outro nível estão pessoas que trabalham duro e muitas em funções com alta carga de estresse, mas nem por isso fazem do trabalho sua única razão de ser. Ela acredita que ser workaholic, ou pior, um trabalhador compulsivo, não garante melhores resultados, mas reconhece que poucas organizações perceberam o detalhe. "A maioria ainda valoriza a entrega do profissional", afirma.
Segundo Iaci, uma maneira de o trabalhador voltar a ter controle sem dar sinais de perda da importância dentro da organização, é refletir sobre seu estado de ânimo. Caso esteja descontente, deve identificar o motivo da insatisfação e procurar resolvê-lo. Outra medida, opina, é fazer a relação entre o gasto de energia na realização de uma tarefa e o resultado obtido.
COMPULSIVOS QUE MUDARAM DE VIDA
Em dezembro de 2002, o executivo Leonel Costa, então com 39 anos, ouviu a conclusão do resultado de seu check-up e o que aconteceria se não levasse uma vida mais saudável, mas deu de ombros. Preferiu procurar outro médico porque achou que aquele exagerara. O fez e, depois de uma segunda análise dos índices presentes nos exames, escutou algo familiar: "Se você não fizer exercícios, vai morrer".
Foi quando Costa decidiu mudar de vida. Diminuiu o horário de trabalho que, de segunda a sexta-feira, começava às 7h e terminava por volta das 22h, procurou orientações para reeducação alimentar e passou a praticar esportes.
Cinco anos depois e com novos hábitos, ele lembra daqueles tempos sem saudade. Era uma rotina estressante, recorda. "Certa vez, uma de minhas filhas perguntou a minha esposa por que eu não me mudava para o escritório, já que vivia mais lá que em casa", diz. Hoje com 20 quilos a menos, diminuiu a jornada de trabalho, que vai das 9h às 19h, com intervalos regulares para refeição.
Outro que mudou a rotina é Felipe Assumpção. Aos 52 anos, o executivo se diz orgulhoso por administrar a própria vida. Trabalha cerca de cinco horas diárias, de segunda a quinta-feira, e três às sextas-feiras, quando por volta de meio-dia vai para uma propriedade que tem no interior de São Paulo. Além disso, joga tênis duas vezes por semana e freqüenta academia.
Embora reconheça que o conforto de hoje é resultado de esforços passados, quando trabalhava das 8h às 23h30 invariavelmente, Assumpção diz que entre 1988 e 2004, seu ritmo de trabalho trouxe problemas de saúde. Só úlceras foram três. "Estava sempre ligado, trabalhava até durante as férias", conta.
Pai de quatro filhos, de 20, 17, e um casal de gêmeos com três anos e meio, fruto do segundo casamento, Assumpção diz que não viu os mais velhos crescerem. "Nunca fui a festas de escola ou coisas do tipo."
BOXE 1
MERCADO
O workaholic não vê limites para não parar de trabalhar: qualquer hora é hora, qualquer lugar pode servir e, no meio de tudo isso, saúde, relações familiares e sociais e qualidade de vida acabam prejudicadas. A rotina frenética de um fanático por trabalho muitas vezes leva a uma alimentação desequilibrada. Portanto, é preciso fazer uma reeducação nesse sentido. Aliar a prática de exercícios a uma dieta balanceada ajuda. Especialistas concordam que a atividade física é uma das melhores formas de se combater a compulsão pelo trabalho. Porém, essa recomendação, isoladamente, pode não ser suficiente para recuperar a saúde de quem entrou nesse círculo vicioso.
O sono também é muito importante e deve ser respeitado para que o organismo reponha as energias perdidas durante a jornada profissional e reduza a ansiedade. O compulsivo por trabalho também deve aceitar que necessita de lazer e tem de aprender a dividir seu tempo com hobbies, por exemplo. De qualquer forma, o primeiro passo é estar consciente de que uma mudança de comportamento se faz necessária.
BOXE 2
ATITUDE
O psicanalista Geraldo Posseidoro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que para aquelas pessoas que não têm disposição de realizar atividades físicas ou não obtiverem resultado a partir delas, o melhor é procurar um especialista. Isso porque, segundo ele, não há comprovação de que a compulsão possa ser ao menos amenizada a partir da iniciativa do próprio workaholic.
Em muitos casos, uma terapia pode auxiliar o compulsivo a abandonar padrões de comportamento prejudiciais e adotar atitudes mais positivas no dia-a-dia. Com uma vida mais equilibrada, até a tão desejada produtividade do trabalhador compulsivo pode ser melhorada.
BOXE 3
TESTE: VOCÊ É UM WORKAHOLIC?
Você tem dificuldade de relaxar ou repousar no seu tempo livre e evita tirar férias?
Faz muitas coisas ao mesmo tempo e marca o maior número de compromissos no menor espaço de tempo possível?
Releva a vida pessoal e familiar em prol do trabalho?
É agressivo ou muito competitivo no trabalho?
Trabalha ou lê quando come, ou antes de dormir?
Tem dificuldade em estabelecer limites de horários para trabalhar?
Teme a aposentadoria?
Sente-se culpado quando relaxa ou não trabalha?
Se você respondeu "sim" em pelo menos três questões, fique alerta: você está entrando no limite do workaholismo.
Caso a resposta tenha sido positiva para a maioria das questões (5), você apresenta as características de um workaholic. Cuidado: sua carreira e sua saúde podem estar em perigo. Procure aconselhamento com familiares, amigos e colegas de trabalho sobre o seu comportamento e a sua rotina. E não deixe de consultar um especialista.
(Fonte: Catho Empregos)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Motivação: uma programação mental eficiente Francisco Johnson Gonçalves Ferreira

Partindo do princípio de que a motivação é intrínseca, que brota das necessidades interiores de cada ser, que é uma força, uma energia que impulsiona na direção de algum objetivo; conclui-se que ninguém motiva ninguém, que a motivação é algo que vem de dentro pra fora e não de fora para dentro. Dessa forma, sentir-se motivado é uma responsabilidade individual. Cabe a cada colaborador fazer com que essa chama permaneça viva em seu dia-a-dia. Por outro lado, enquanto RH, podemos alimentar esta chama fornecendo combustível para que a manutenção da motivação do colaborador aconteça.
Então, levando em consideração que a motivação é algo que parte de dentro do indivíduo, surge a pergunta: o que o colaborador pode fazer para sentir-se motivado?
A proposta é que se faça uma programação mental eficiente. Uma mudança de paradigma sobre alguns aspectos.
1º - O Querer:Parece óbvio, mas se alguém tem o desejo de conseguir alguma coisa é imprescindível que possua um constante desejo em adquirir aquela coisa. Daí a importância de cada um ter bem definido um claro planejamento de vida e de trabalho. Saber o que se quer; isto é: ter foco.Embora algumas pessoas desconheçam, todo ser humano possui uma grande força interior, a força do querer, o desejo permanente para conseguir atingir os objetivos, que é diferente de ter vontade. Quando se tem apenas vontade, a tendência é acomodar-se ficando apenas na vontade mesmo. Para conseguir, é preciso um pouco mais. Além de ter vontade é preciso reunir as condições necessárias para conseguir tal feito. É persistir no querer.Portanto esse é o primeiro passo e o mais importante para manter-se motivado: Querer verdadeiramente ser uma pessoa motivada e trabalhar diariamente para isso.
2º - Pensamento Positivo:Aquele que está otimista está motivado. Aquele que vive reclamando, mais parece que atrai uma quantidade ainda maior de problemas e as pessoas se distanciam dele. Ninguém gosta de ficar próximo a pessoas pessimistas.Por isso é essencial ter atenção sobre aquilo que pensamos. Uma maneira para conseguir ter em mente mais pensamentos positivos começa por ter atenção naquilo que falamos. Evitar reclamações e dar menos atenção a detalhes desnecessários frente à imensidão do sentido dos fatos, é um bom começo.Para modificar esse quadro, faz-se necessário que ele se conscientize da importância de valorizar aquilo que é realmente importante. Que busque o sentido maior a que se propõem os acontecimentos e que saiba que a modificação desse tipo de atitude negativa é inteiramente possível e treinável.
3º - Ser um eterno Aprendiz:Mesmo com o passar dos anos e o acúmulo de experiências adquiridas, manter-se como aprendiz é uma postura bastante nobre e motivadora. Quando o profissional passa a acreditar que já conhece tudo sobre a função, o setor e a empresa em que trabalha, às vezes, este passa a entrar numa rotina de insatisfação. Acaba por não manifestar interesse em participar de programas de treinamento ou atualizações, o que resulta num profissional amargo, resistente a mudanças e viciado na rotina; portanto, desmotivado.Uma maneira que esse tipo de profissional mergulhado na prepotência pode encontrar para combater a sua própria arrogância começa ao identificá-la. E para muitos, isso não é uma tarefa fácil. Devido a construções sociais de fortes estruturas mentais e a formação de mecanismos de defesa, algumas pessoas têm extrema dificuldade no que diz respeito a perceberem defeitos nelas mesmas. Uma dica para conseguirem tal feito é desconfiarem de si mesmas. É realizarem uma autocrítica perguntando-se: Será que eu sou assim?Aquele que é humilde o bastante para reconhecer que não sabe de tudo e que tem muito a aprender, vive plenamente em busca de aperfeiçoamento. Não sofre com os erros cometidos, pois aproveita as eventuais falhas cometidas para colher algum aprendizado e isso faz parte da visão das pessoas motivadas.
4º - Aceitação a feedback:A maneira mais eficaz para lidar com esse tipo de situação é aprender a receber críticas e a gostar delas, encará-las como um trampolim para o sucesso. Quando os nossos superiores na empresa tecem comentários expondo algo que não gostaram no nosso trabalho ou no nosso comportamento, encarar isso como forma de auxílio é a opção mais adequada. Mas não estou falando de fingimento. O ideal é que esse feedback seja recebido com um sentimento sincero e que sirva como apoio para a melhora na postura profissional.É comum para algumas pessoas ficarem irritadas e até mesmo magoadas nesses momentos. Ora por receber críticas indevidas ou acusações inverídicas ou simplesmente por levarem para o lado pessoal qualquer comentário a cerca do seu trabalho. Estas pessoas costumam encaram as críticas como ofensas.Para que isso não aconteça o colaborador deve desenvolver a capacidade de peneirar, separar aquilo que é útil para o seu crescimento e desconsiderar aspectos irrelevantes permanecendo com a consciência tranqüila com relação ao trabalho que vem desenvolvendo, mesmo que este ainda não esteja sendo reconhecido de forma adequada.Neste artigo foi abordada uma forma de melhor posicionamento dos colaboradores para que trabalhem mantendo-se motivados. Entretanto, sabemos que fazer com que essa energia permaneça crescente, faz-se necessário que a organização e o setor de RH contribuam de maneira fundamental. Mas esses aspectos são temas para um outro artigo.